Já estamos
no terceiro mês do ano! Como o tempo avança depressa!
Março
marca a chegada da primavera, época de renovação e de esperança. Em
março celebra-se a natureza e a poesia; talvez também por isso, celebra-se em
março o Dia Internacional da Mulher.
As mulheres foram desde sempre grandes heroínas
silenciosas, num mundo demasiado dominado pelos homens, considerados superiores
e os mais fortes.
Mas todos sabemos que na realidade, as
mulheres foram sempre as mais fortes, as mais resistentes, as mais preocupadas
com tudo, sempre com mil e um assuntos para resolver, colocando-se a si mesmas
em segundo ou terceiro plano.
Não vos parece que elas são tudo menos fracas e secundárias? Já era tempo de os seres humanos (homens e mulheres) serem livres e iguais em direitos e deveres, tal como afirma a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Assim sendo, aqui na tua Biblioteca homenageamos duas
fantásticas, inteligentes e valorosas mulheres, uma portuguesa e outra
estrangeira, mas ambas com “provas dadas” nas suas áreas.
São elas:
Maria de Sousa
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Maria
de Sousa, uma das primeiras mulheres portuguesas a
serem reconhecidas internacionalmente pelas suas descobertas científicas, com
importantes estudos acerca do sistema imunológico. |
Maria Ângela Brito de Sousa nasceu em Lisboa em 1939. Depois de se
ter formado em Medicina em 1963, pela Faculdade de Medicina de Lisboa, começou
a sua carreira dedicada à investigação científica. Inglaterra, Escócia, Estados
Unidos e Portugal – foram esses os locais onde viveu e investigou ao longo de
uma vida que, infelizmente, terminou em abril de 2020, vítima de Covid-19.
Esta importante mulher e cidadã foi cientista,
professora e escritora, tendo tido um papel importante na divulgação da ciência
em Portugal e no reconhecimento de Portugal no mundo.
Trabalhou fora do país durante vários anos, onde
desenvolveu importantes trabalhos que lhe valeram prémios e notoriedade, mas
regressou a Portugal em 1984 e foi professora do Instituto de Ciências
Biomédicas Abel Salazar, na cidade do Porto.
Recebeu várias distinções também em Portugal, incluindo a Grã-Cruz da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico, das mais altas distinções por mérito literário, científico e artístico, que lhe foi entregue por ocasião do Dia Nacional da Cultura Científica, a 24 de novembro de 2016, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Se quiseres saber mais sobre esta fascinante portuguesa, lê a entrevista que lhe fez Anabela Mota Ribeiro em 2014 aqui.
Valentina Tereshkova
Valentina Tereshkova,
a
primeira cosmonauta e a primeira mulher a ter ido ao espaço (em 16 de junho de
1963) |
Valentina
Tereshkova nasceu a 6 de
junho de 1937 na Rússia. Filha de gente humilde, teve de deixar a escola aos 16
anos, mas continuou a estudar por correspondência. Foi trabalhar para uma
fábrica, mas interessou-se por paraquedismo e foi treinar num clube local.
Aos 22 anos fez o seu primeiro
salto! Pouco depois ofereceu-se para o Programa Espacial Soviético e foi
selecionada por ser uma excelente “saltadora”.
De tal maneira que, em junho de
1963, aos comandos da nave Vostok6, Valentina foi a primeira mulher do mundo a
subir ao espaço sozinha e a ter completado 48 órbitas em 71 horas! Uma proeza
ainda hoje não igualada!
A descida e aterragem foi
complicada, mas Valentina conseguiu aterrar sã e salva.
Recebeu várias homenagens, tanto
no seu país como no estrangeiro.
Ainda hoje, com mais de 80 anos, a Gaivota (nome que lhe davam os colegas) afirma que gostaria de ir a Marte antes de morrer, mesmo que fosse uma viagem apenas de ida!

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