Na verdade foi mais do que um encontro, foi um elo na corrente de histórias tradicionais que o Dr António Fontinha nos contou. Chegou sem nada nas mãos. Trouxe as histórias da cabeça e contou.
E contar é o termo certo, pois as histórias chegaram até nós tal como chegaram até aos ouvidos de quem as contou, por via oral.
Como fez questão de salientar, estas histórias não são da sua autoria porque não têm autor. São históras de raíz tradicional, muitas delas também existentes noutros países, mas com o cunho bem vincado do povo português.
Foram oito histórias diferentes do acervo que nos pareceu inesgotável que António Fontinha possui, contadas como o povo as conta, com a personagens fantásticas, os animais personificados numa linguagem comum e simples.
Entre as histórias ainda houve tempo para as adivinhas que por muito conhecidas que sejam trazem sempre um cunho muito próprio da nossa tradição com as variáveis de cada região e o "ponto de quem as conta".
Quem conta um conto, acrescenta um ponto.
No fim, o Dr. António Fontinha só pediu uma coisa. Que os que ouviram as histórias também as contem com as próprias palavras para não quebrar esta corrente de partilha.


.jpg)






.jpg)



