O 25 DE ABRIL NA VOZ DOS NOSSOS AUTORES PREFERIDOS
Pergunta: O que têm em comum estes autores?
Sophia de Mello Breyner
Andresen
Manuel
Alegre
José Jorge Letria
Alice Vieira
José Fanha
Margarida Fonseca Santos
João Pedro Mésseder
Manuel António Pina
Matilde Rosa Araújo
José Vaz
Resposta: Todos celebraram a liberdade e
a nossa maravilhosa “Revolução dos Cravos” na sua obra.
Vinte e Cinco a Sete Vozes
Nesta obra, Alice
Vieira dá voz a pessoas de diferentes idades, que vão tecendo reflexões,
evocando memórias, desenhando à nossa frente o que foi a revolução dos cravos.
Era Uma Vez o 25 de Abril
Este livro foi
concebido como um autêntico manual de consulta, bastante ilustrado, e escrito numa
linguagem acessível e adequada a jovens (adolescentes, ou quase).
7 X 25 Histórias da Liberdade
A história do 25
de abril é-nos contada por objetos centrais em todo o processo: o semáforo que
travou a revolução durante uns minutos; o lápis da censura, que muda de funções
com a revolução; a metralhadora de um soldado ou o portão da prisão de Caxias.
7 pequenos “testemunhos” sobre a revolução dos cravos.
O 25 de abril contado às crianças … e aos
outros
Todos
os anos têm um mês de abril e todos os meses de abril têm o dia 25. Porém, o
dia 25 de abril de 1974 foi um dia especial para os portugueses. Porquê?
Porque o País e os seus habitantes voltaram a
viver em liberdade, depois de quase 50 anos de tristeza e de silêncio.
História de uma Flor
Um livro que é um tocante poema à beleza e à
liberdade, como só Matilde Rosa Araújo consegue fazer.
"Nas
ruas havia flores vermelhas por toda a parte. No peito das mulheres, dos
homens, nos olhos das crianças, nos canos silenciosos das espingardas. Nem era
uma guerra, nem uma festa. Era o mundo de coração aberto."
O Rapaz da Bicicleta Azul
Nesta
história de Álvaro Magalhães conta-se de forma indireta a revolução do 25 de
abril de 1974 e o papel importante que nela teve o capitão Salgueiro Maia, pela
mão de um menino que tinha uma bicicleta azul.
O Romance do 25 de Abril
João
Pedro Mésseder conta-nos a história de um “menino” chamado Portugal, o modo
como cresceu, sofreu e lutou até, já adulto, ver realizado o sonho da liberdade
e de democracia.
O País dos Feijões Cinzentos
A
história do 25 de abril é aqui contada por José Vaz através de uma metáfora
vegetal: no reino dos feijões, havia feijões que não tinham direitos básicos
nem liberdade de expressão… até um dia…
Era
uma vez um Cravo
José Jorge Letria conta em
verso a história de um cravo na manhã do dia 25 de Abril de 1974., o
famoso cravo de abril, na ponta das espingardas!
O
Tesouro
No país das Pessoas Tristes,
pobres e sem direitos, a liberdade era o maior tesouro!
O
Tesouro foi publicado por ocasião dos 20 anos da revolução dos cravos, em 1994,
pela Associação 25 de Abril, com o alto patrocínio do Presidente da República.
Grandes poetas celebraram também
esse que foi um dos mais importantes momentos da nossa história. Deixamos-te
um poema de Manuel Alegre e outro de Sophia de Mello Breyner Andresen
Explicação do País de Abril
País de Abril é o sítio do poema.
Não fica nos terraços da saudade
não fica nas longas terras. Fica exatamente aqui
tão perto que parece longe.
Tem pinheiros e mar tem rios
tem muita gente e muita solidão
dias de festa que são dias tristes às avessas
é rua e sonho é dolorosa intimidade.
Não procurem nos livros que não vem nos livros
País de Abril fica no ventre das manhãs
fica na mágoa de o sabermos tão presente
que nos torna doentes sua ausência.
País de Abril é muito mais que pura geografia
é muito mais que estradas pontes monumentos
viaja-se por dentro e tem caminhos veias
– os carris infinitos dos comboios da vida.
País de Abril é uma saudade de vindima
é terra e sonho e melodia de ser terra e sonho
território de fruta no pomar das veias
onde operários erguem as cidades do poema.
Não procurem na História que não vem na História.
País de Abril fica no sol interior das uvas
fica à distância de um só gesto os ventos dizem
que basta apenas estender a mão.
País de Abril tem gente que não sabe ler
os avisos secretos do poema.
Por isso é que o poema aprende a voz dos ventos
para falar aos homens do País de Abril.
Mais aprende que o mundo é do tamanho
que os homens queiram que o mundo tenha:
o tamanho que os ventos dão aos homens
quando sopram à noite no País de Abril.
Manuel Alegre
25 de Abril
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'O Nome das Coisas'