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26 maio 2021

A palavra aos escritores

 Todos os anos a Biblioteca Escolar tenta aproximar leitor/ escritor num encontro presencial na tentativa de desmistificar o processo de escrita e  tornar real um contacto que, muitas vezes, só suspeitamos através do que esses escritores escrevem.  

Devido à situação atual não é possível este encontro físico. Por isso pedimos a alguns escritores que nos enviassem um  pequeno vídeo, autênticos "miminhos" para os nossos alunos.

 De acordo com o ciclo, os alunos vêm à biblioteca para conhecer os autores Manuela Mota Ribeiro, João Pedro Mésseder, Margarida Fonseca Santos e Ana Pessoa que acederam estar com todos virtualmente.

Em cada sessão os alunos visualizam vídeos enviados pelos autores, ouvem histórias, poemas  e extratos das suas obras e conversam sobre os livros e sobre a importância da leitura e da escrita no seu crescimento.

palavra_aos_escritores de Teixeira Lopes

16 abril 2020

Até sempre, Luís Sepúlveda


De poeta para poeta, que de poesia está coberta a sua obra, homenageamos Luís Sepúlveda no dia do seu desaparecimento físico.





É um adeus…
Não vale a pena sofismar a hora!
É tarde nos meus olhos e nos teus…
Agora,
O remédio é partir discretamente,
Sem palavras,
Sem lágrimas,
Sem gestos.
De que servem lamentos e protestos
Contra o destino?
Cego assassino
A que nenhum poder
Limita a crueldade,
Só o pode vencer
A humanidade
Da nossa lucidez desencantada.
Antes da iniquidade
Consumada,
Um poema de lírico pudor,
Um sorriso de amor,
E mais nada.

Miguel Torga, in 'Diário XII'


Atrevemo-nos a deixar dois excertos de motivação para a leitura da vasta obra de Luís Sepúlveda:

António José Bolívar Proaño dormia pouco. Quando muito, cinco horas de noite e duas à sesta. Bastava-lhe isso. O resto do tempo, dedicava-os aos romances, a divagar acerca dos mistérios do amor e a imaginar os lugares onde aconteciam as histórias.
Ao ler acerca de cidades chamadas Paris, Londres ou Genebra, tinha de realizar um enorme esforço de concentração para as imaginar. Uma só vez  visitou uma cidade grande, Ibarra, da qual recordava sem grande precisão as ruas empedradas, os quarteirões de casas baixas semelhantes umas às outras, todas brancas, e a Praça de Armas cheia de gente a passear diante da catedral.
Esta era a sua maior referência  do mundo e, ao ler os enredos acontecidos em cidades de nomes longínquos e sérios como Praga ou Barcelona, achava que Ibarra, pelo nome, não era cidade apta para amores imensos.

In " O velho que lia romances de amor"

Obrigado pelas viagens através da leitura dos teus livros.



-Tu és uma gaivota. Nisso o chimpanzé tem razão, mas só nisso. Todos gostamos de ti, Ditosa. E gostamos de ti porque és uma gaivota, uma linda gaivota. Não te contradissemos quando te ouvimos grasnar que és um gato, porque nos lisonjeia que queiras ser como nós; mas és diferente, e gostamos de que sejas diferente. Não pudemos ajudar a tua mãe, mas a ti sim. Protegemos-te desde que saíste da casca. Demos-te todo o nosso carinho sem nunca pensarmos em fazer de ti um gato. Queremos-te gaivota. Sentimos que também gostas de nós, que somos teus amigos, a tua família, e é bom que saibas que contigo aprendemos uma coisa que nos enche de orgulho: aprendemos a apreciar, a respeitar e a gostar de um ser diferente. É muito fácil aceitar e gostar dos que são iguais a nós, mas fazê-lo com alguém diferente é muito difícil, e tu ajudaste-nos a consegui-lo. És uma gaivota e tens de seguir o teu destino de gaivota. Tens de voar. Quando conseguires, Ditosa, garanto-te que serás feliz, e então os teus sentimentos para connosco e os nossos para contigo serão mais intensos e belos, porque será a amizade entre seres totalmente diferentes.
-Tenho medo de voar – grasnou Ditosa endireitando-se.
-Quando isso acontecer eu estarei contigo - miou Zorbas lambendo-lhe a cabeça. -
Prometi isso à tua mãe.
A jovem gaivota e o gato grande, preto e gordo começaram a andar. Ele lambia-lhe a
cabeça com ternura e ela cobriu-lhe o dorso com uma das suas asas estendida.

In "História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar"

Obrigado por nos lembrares que é na diferença que está a maior riqueza da vida. 

Até sempre, Luís Sepúlveda!

18 janeiro 2020

Miguel Torga: para sempre

Vinte cinco anos passaram desde a morte de Miguel Torga. Ficamos mais frágeis porque, por vezes, passam-se várias gerações até que apareçam poetas que, com as palavras de todos os dias digam, como que por magia, aquilo que não sabemos que sentimos. São as Majestades.



Majestade

Passa um rei — é o Poeta.
Não pela força de mandar,
Mas pela graça mágica e secreta
De imaginar.
O ceptro, a pena — a lançadeira cega
Do seu tear de versos.
O manto, a pele — arminho onde se pega
A lama dos caminhos mais diversos.

Um grande soberano
No seu triste destino
De ser um monstro humano
Por direito divino.

11 novembro 2018

Manuel António Pina

No dia em que passam três anos sobre a morte do nosso querido poeta e escritor, o Sítio dos Livros relembra a sua poesia:


A Canção dos Adultos


Parece que crescemos mas não.
Somos sempre do mesmo tamanho.
as coisas que à volta estão
é que mudam de tamanho.

Parece que crescemos mas não crescemos.
São as coisas grandes que há,
o amor que há, a alegria que há,
que estão a ficar mais pequenos.

Ficam de nós distantes
que às vezes já mal os vemos.
Por isso parece que crescemos
e que somos maiores que dantes.

Mas somos sempre como dantes.
Talvez até mais pequenos
quando o amor e o resto estão tão distantes
que nem vemos com estão distantes.

Então julgamos que somos grandes.
e já nem isso compreendemos.


Manuel António Pina
Em O pássaro da cabeça, 1983

06 novembro 2018

Obrigado, Sophia




Sophia de Mello Breyner Andresen

Um dia quebrarei todas as pontes
Que ligam o meu ser, vivo e total,
À agitação do mundo do irreal,
E calma subirei até às fontes.

Irei até às fontes onde mora
A plenitude, o límpido esplendor
Que me foi prometido em cada hora,
E na face incompleta do amor.

Irei beber a luz e o amanhecer,
Irei beber a voz dessa promessa
Que às vezes como um voo me atravessa,
E nela cumprirei todo o meu ser.













Obrigado, Sophia, por nos dares a esperança das fontes onde mora a plenitude.



16 abril 2018

Personalidades de abril


O 25 DE ABRIL NA VOZ DOS NOSSOS AUTORES PREFERIDOS

Pergunta: O que têm em comum estes autores?

Sophia de Mello Breyner Andresen
Manuel Alegre
José Jorge Letria
Alice Vieira
José Fanha
Margarida Fonseca Santos
João Pedro Mésseder
Manuel António Pina
Matilde Rosa Araújo
José Vaz

Resposta: Todos celebraram a liberdade e a nossa maravilhosa “Revolução dos Cravos” na sua obra.





Vinte e Cinco a Sete Vozes

Nesta obra, Alice Vieira dá voz a pessoas de diferentes idades, que vão tecendo reflexões, evocando memórias, desenhando à nossa frente o que foi a revolução dos cravos.


Era Uma Vez o 25 de Abril

Este livro foi concebido como um autêntico manual de consulta, bastante ilustrado, e escrito numa linguagem acessível e adequada a jovens (adolescentes, ou quase).



7 X 25 Histórias da Liberdade

A história do 25 de abril é-nos contada por objetos centrais em todo o processo: o semáforo que travou a revolução durante uns minutos; o lápis da censura, que muda de funções com a revolução; a metralhadora de um soldado ou o portão da prisão de Caxias. 7 pequenos “testemunhos” sobre a revolução dos cravos.



O 25 de abril contado às crianças … e aos outros
Todos os anos têm um mês de abril e todos os meses de abril têm o dia 25. Porém, o dia 25 de abril de 1974 foi um dia especial para os portugueses. Porquê?
Porque o País e os seus habitantes voltaram a viver em liberdade, depois de quase 50 anos de tristeza e de silêncio.


História de uma Flor
Um livro que é um tocante poema à beleza e à liberdade, como só Matilde Rosa Araújo consegue fazer.
"Nas ruas havia flores vermelhas por toda a parte. No peito das mulheres, dos homens, nos olhos das crianças, nos canos silenciosos das espingardas. Nem era uma guerra, nem uma festa. Era o mundo de coração aberto."


O Rapaz da Bicicleta Azul
Nesta história de Álvaro Magalhães conta-se de forma indireta a revolução do 25 de abril de 1974 e o papel importante que nela teve o capitão Salgueiro Maia, pela mão de um menino que tinha uma bicicleta azul.


O Romance do 25 de Abril

João Pedro Mésseder conta-nos a história de um “menino” chamado Portugal, o modo como cresceu, sofreu e lutou até, já adulto, ver realizado o sonho da liberdade e de democracia.



O País dos Feijões Cinzentos
A história do 25 de abril é aqui contada por José Vaz através de uma metáfora vegetal: no reino dos feijões, havia feijões que não tinham direitos básicos nem liberdade de expressão… até um dia…


Era uma vez um Cravo
José Jorge Letria conta em verso a história de um cravo na manhã do dia 25 de Abril de 1974., o famoso cravo de abril, na ponta das espingardas!


O Tesouro
No país das Pessoas Tristes, pobres e sem direitos, a liberdade era o maior tesouro!
O Tesouro foi publicado por ocasião dos 20 anos da revolução dos cravos, em 1994, pela Associação 25 de Abril, com o alto patrocínio do Presidente da República.


Grandes poetas celebraram também esse que foi um dos mais importantes momentos da nossa história. Deixamos-te um poema de Manuel Alegre  e outro de Sophia de Mello Breyner Andresen


Explicação do País de Abril
País de Abril é o sítio do poema.
Não fica nos terraços da saudade
não fica nas longas terras. Fica exatamente aqui
tão perto que parece longe.
Tem pinheiros e mar tem rios
tem muita gente e muita solidão
dias de festa que são dias tristes às avessas
é rua e sonho é dolorosa intimidade.
Não procurem nos livros que não vem nos livros
País de Abril fica no ventre das manhãs
fica na mágoa de o sabermos tão presente
que nos torna doentes sua ausência.
País de Abril é muito mais que pura geografia
é muito mais que estradas pontes monumentos
viaja-se por dentro e tem caminhos veias
– os carris infinitos dos comboios da vida.
País de Abril é uma saudade de vindima
é terra e sonho e melodia de ser terra e sonho
território de fruta no pomar das veias
onde operários erguem as cidades do poema.
Não procurem na História que não vem na História.
País de Abril fica no sol interior das uvas
fica à distância de um só gesto os ventos dizem
que basta apenas estender a mão.
País de Abril tem gente que não sabe ler
os avisos secretos do poema.
Por isso é que o poema aprende a voz dos ventos
para falar aos homens do País de Abril.
Mais aprende que o mundo é do tamanho
que os homens queiram que o mundo tenha:
o tamanho que os ventos dão aos homens
quando sopram à noite no País de Abril.
Manuel Alegre

25 de Abril


Esta é a madrugada que eu esperava 

O dia inicial inteiro e limpo 
Onde emergimos da noite e do silêncio 
E livres habitamos a substância do tempo 

Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'O Nome das Coisas'





31 janeiro 2017

O escritor veio à escola!

O prometido é devido. 

A promessa do encontro com o escritor João Manuel  Ribeiro no Agrupamento cumpriu-se. 

O escritor esteve todo o dia de 24 de janeiro na escola sede e no dia 26 na escola das Devesas.



 Os alunos apresentaram os seus trabalhos de exploração, recriação e ilustração  de algumas das obras do escritor ... 







 
Os alunos da Unidade de Multidificiência ficaram  conhecer uma Casa Gande onde sempre deve estar presente o amor, o carinho doce como o mel e os alimentos partilhados.

 
Os alunos de Currículo Educativo Individual recriaram poemas.

A partir de um  poema em  Cantilenas Loucas, Orelhas Roucas...

Senhor Rafael
Isto é o meu farnel!

Senhor Joel
Isso é de papel!

Senhor Delfim
Isso não é assim!

Senhora dona Luciana
Esta é a minha mana!

Senhora dona Mariana
Aqui sou eu quem manda!

Senhora dona Bruna
Esta é a minha unha!

Senhora dona Catarina
Esta é a minha tangerina!

Senhora dona Vera
Isso também eu era!


A prova de que todos juntos podemos ler, escrever, representar...


No fim, os alunos fizeram perguntas. Quiseram saber sobre o que é ser escritor, como nascem as histórias, quais as motivações para os poemas.

E João Manuel Ribeiro não se fez rogado. Contou muitas situações que o levaram a escrever  e falou-lhes do grande responsável por ele se ter tornado escritor: o seu avô que lhe contava histórias e  lhe mostrou o mundo subindo com ele a um castanheiro e fazendo-o ver mais longe.


Também na Escola Básica das Devesas, todos ficaram a conhecer o escritor.

Do pré-escolar...
...aos mais velhinhos, que foram adicionando à Casa Grande os sentimentos de paz, de amor, de justiça, de liberdade 






Com os sentidos alerta, o coração atento e pensamento desperto  a poesia as histórias surgem a poesia nasce - disse o escritor.


Só se aprende a gostar de escrever, escrevendo sobre o ouvimos, cheiramos, sentimos, pensamos, buscando nas palavras os seus diferentes sentidos, a sua sonoridade e a relação que podem estabelecer umas com as outras


No fim, ainda cantou com os alunos e escreveu dedicatórias personalizadas. 




Obrigado, João Manuel Ribeiro!


09 maio 2016

Escritor do Mês


JOÃO MANUEL RIBEIRO

João Manuel Ribeiro nasceu em Oliveira de Azeméis em 1968.

Professor e investigador nas áreas das ciências da educação e da literatura, -João Manuel Ribeiro é também editor – Editora Trinta por uma Linha –, poeta e escritor de livros para as crianças e jovens.

Tem-se dedicado à escrita para crianças, acompanhando tal processo com um trabalho de dinamização da literatura em Escolas Básicas do 1.º Ciclo e colégios. Dinamizou alguns projetos de escrita colaborativa com alunos, resultando desse processo alguns livros.


Sendo considerado como «um dos mais promissores autores de poesia para a infância», publicou mais de três de dezenas de títulos de Literatura Infanto-Juvenil, repartidos entre a poesia e a narrativa.

A nossa biblioteca presta-lhe homenagem este mês.

Vem conhecer algumas obras e requisitá-las para conheceres este excelente autor que, quem sabe, virá visitar-nos um dia!

Obras de João Manuel Ribeiro existentes na nossa biblioteca:

- Rondel de Rimas para Meninos e Meninas (2008) PNL

Poemas da Bicharada (2008)

A Rainha da Misericórdia (2010)

O Rapaz da bicicleta de vento e outras andanças (2010)

Cantilenas loucas, orelhas roucas (2010)
Destacamos

- Meu Avô, Rei de Coisa Pouca (2011)

Wook.pt - Meu Avô, Rei de Coisa Pouca


 Uma verdadeira homenagem aos Avôs de todos os meninos...

15 fevereiro 2016

Autor do mês

Margarida Fonseca Santos nasceu em Lisboa em 1960.
Tirou o Curso Superior de Piano no Conservatório Nacional,
no intuito de ser professora de Formação Musical no ensino vocacional, e deu aulas em várias escolas, nomeadamente na Escola Superior de Música de Lisboa entre 1990 e 2005.
Começou a escrever em 1993 e isso tornou-se uma verdadeira paixão, paixão
tão grande que a levou a mudar de vida. Deixou o ensino da música e, neste momento, dedica-se a tempo inteiro à escrita.
Tem
muitos livros publicados, na sua grande maioria para crianças e jovens, e escreve com regularidade para teatro.
Assina, com Maria João Lopo de Carvalho, a coleção juvenil 7 irmãos, e, com Maria Teresa Maia Gonzalez, As Aventuras de Colombo. 
Orienta ateliês de escrita para crianças, adultos e professores (Escrita Criativa e Escrever para Crianças e Jovens). 
Orienta cursos sobre Escrever para Crianças na Escrita Criativa Online (vários cursos); na Pós-Graduação em Livro Infantil (Universidade Católica Portuguesa); no curso de Escrita Literária (Restart).
Publicou, em coautoria com Elsa Serra, o manual de Escrita Criativa “Quero ser escritor!”
Publicou, em Abril de 2013, o livro de escrita criativa “Escrita em Dia”.
Publica, no Suplemento de Educação do Jornal de Letras, um conto todos os meses.
É responsável pelo blogue 
histórias em 77 palavras, com ilustrações de Francisca Torres. 
Paralelamente trabalha treino mental e o uso pedagógico e terapêutico da metáfora, tendo publicado, em conjunto com Rita Vilela, os livros “Histórias para contar consigo” e “Brincar com Coisas Sérias”.
O seu último romance De Zero a Dez (apresentado por Patrícia Reis) tem recebido excelentes críticas. Trata-se de um livro sobre a dor crónica, o cansaço, o medo e a esperança. Publicou igualmente um livro de Treino Mental, chamado Altamente, com história metafóricas.
Recebeu já vários prémios, entre os quais o Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca (1996), bem como o Prémio Revelação de Ficção APE/IPLB (1996).
É uma ótima comunicadora e contagia sempre a plateia com a paixão genuína que tem pela literatura e pela partilha com os outros. 
Em abril estará na nossa escola para falar com os meninos do 2º ciclo.


O que esperas para começar a ler os livros da nossa convidada???




Obras de Margarida Fonseca Santos existentes na nossa biblioteca:

  • Bicicleta à chuva ( 2015)
  • Conheces alguém assim( 2014)
  • Uma Questão de Azul-escuro ( 2011)
  • Chamem-lhes Nomes! (2009)
  • 7x25 – Histórias da liberdade (2008)
  • A escritora vem à minha escola ( 2015

Sugerimos...



               7x25 Histórias da Liberdade é um conjunto de contos cujas personagens principais, falando na primeira pessoa, são objetos carregados de simbologia: o semáforo que travou a revolução durante uns minutos, o lápis da censura que, de repente, se vê como um elemento criativo nas mãos de uma criança, a G3, o portão da prisão de Caxias, o megafone...




Em Uma questão de azul-escuro aborda-se de uma forma bastante sensível um tema muito atual, o Bullying, que é um comportamento consciente, intencional, deliberado, hostil e repetido, de uma ou mais pessoas, cuja intenção é ferir os outros.
Luís é um menino do primeiro ciclo que, um dia, ao passar no Beco da Agonia, um local pouco iluminado, foi surpreendido por dois rapazes mais velhos que o agrediram, deixando-lhe o corpo cheio de manchas azuis.
Toda a história se desenrola a partir do momento em que a professora de ginástica descobre…



O Jaime carrega um enorme segredo: um grupo de rufias, os Alcaides, toma conta da sua vida de muitas maneiras, deixando-lhe o corpo e a mente com marcas difíceis de apagar.
O Valdomiro, o chefe dos Alcaides, luta para, de alguma forma, conseguir ser importante naquele bairro tão complicado.
Um dia, em frente à paragem do autocarro, o Jaime vê uma bicicleta antiga encostada ao muro de pedras, e desenha-a. Cai uma chuva miudinha, mas o dono da bicicleta, o Joaquim, não se incomoda com isso, e interessa-se por aquele desenhador.
Nasce assim uma amizade capaz de revolucionar a vida do Jaime e de muitos outros. Queres saber como? Então, vem daí!