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08 março 2023

Dia da Mulher

 As palavras para definir o que é ser mulher são inesgotáveis. Escolhemos algumas, ditas pelos nossos  nosso alunos e alunas, e montamos uma joaninha " símbolo da sorte, do amor, da felicidade, a fertilidade, da maternidade, da proteção, da renovação, da harmonia e do equilíbrio".

Decerto qualidades também presentes em cada mulher.

Queres saber mais sobre a simbologia da joaninha, clica no link abaixo.

Para saber mais sobre a simbologia da joaninha


Já agora, passa na BE e lê um livro, ou parte dele, sobre as mulheres que marcaram a nossa história!


Aqui fica um poema de umas das nossa grandes poetas


.Eu não sou de ninguém!… Quem me quiser

Há-de ser luz do Sol em tardes quentes;

Nos olhos de água clara há-de trazer

As fúlgidas pupilas dos videntes!


Há-de ser seiva no botão repleto,

Voz no murmúrio do pequeno insecto,

Vento que enfurna as velas sobre os mastros!…


Há-de ser Outro e Outro num momento!

Força viva, brutal, em movimento,

Astro arrastando catadupas de astros!


Florbela Espanca




02 março 2021

Para, escuta e lê

O programa do último fim de semana foi dedicado às mulheres cujos feitos mudaram a sociedade em que vivemos. Acede clicando no podcast e conhece Malala, Carolina Beatriz Ângelo, Ana de Castro Osório, Carla Maia de Almeida e Ana Pessoa. Delicia-te também com a música de Maria João Pires, Rita Lee, John Lennon, João Gilberto e Maria Rita, entre outros.
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05 março 2020

Personalidade do mês de março / Mulheres extraordinárias


8 de março - Dia Internacional das Mulheres

O Ano Internacional das Mulheres foi proclamado, pelas Nações Unidas, em 1975, tendo-se seguido a Década das Nações Unidas para as Mulheres.
As Nações Unidas começaram a celebrar o 8 de março como o Dia Internacional das Mulheres, celebração esta a que Portugal se associou desde 1975, após a revolução de 25 de abril de 1974.
Esta efeméride simboliza a vontade de promover a igualdade entre mulheres e homens a todos os níveis da vida cívica, política, económica, social e cultural, coisa que ainda não acontece na maior parte do mundo, apesar de as mulheres serem mais de metade da população mundial.
Cabe-nos contribuir para que esta situação mude!

Para isso, deixamos-vos o exemplo de algumas mulheres muito especiais:


Katherine Johnson (EUA, 1918-2020)


Nasceu nos Estados Unidos da América em 1918, numa família que valorizava a educação.
Revelou grande talento para a Matemática desde muito cedo, mas numa época de segregação racial, teve de ir estudar para longe, pois na sua terra não havia liceu para “pessoas de cor”.
Entrou na Universidade com apenas 15 anos e foi uma das primeiras mulheres negras a formar-se em Matemática!
Após alguns anos como professora, Katherine começou a trabalhar na NASA.
Os seus cálculos foram essenciais para o sucesso da primeira missão à Lua. Claro que durante anos isso não se soube, porque Katherine, para além de ser negra, era mulher num mundo governado por homens…
Os colegas chamavam-lhe “computador com saias”, tão rápida e exata era nos seus cálculos.
Faleceu em fevereiro deste ano, com 101 anos.

Ana de Castro Osório (Portugal, 1872-1935)


Ana de Castro Osório nasceu em Mangualde em 1872, numa família culta. O seu pai e o irmão eram homens de letras e fizeram carreira na magistratura. Ana viveu em Setúbal e lá começou a publicar os seus primeiros artigos. Aos vinte e seis anos casou com Paulino Oliveira, membro do Partido Republicano, e colaborou com Afonso Costa, ministro da justiça, na elaboração da Lei do Divórcio.
Ana, que foi escritora, jornalista, ativista e pedagoga, é ainda considerada a “criadora” da literatura infantil em Portugal, tendo realizado uma enorme recolha dos contos da tradição oral do país, e publicado inúmeros volumes de histórias para crianças, além de ter traduzido e publicado os contos dos irmãos Grimm e muitos outros autores estrangeiros de literatura para crianças. Criou ainda manuais escolares para o 1º ciclo.
Mas foi como pioneira na luta pela igualdade entre homem e mulher e como sufragista[1] que se tornou mais conhecida. Foi uma das fundadoras do Grupo Português de Estudos Feministas e da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, entre outras associações de defesa dos direitos das mulheres. Publicou, em 1905, Às Mulheres Portuguesas, o primeiro manifesto feminista português. Pertenceu à maçonaria e foi subinspetora dos Trabalhos Técnicos Femininos.
Esta grande portuguesa, uma mulher muito à frente do seu tempo, morreu em Lisboa em 18 de junho de 1935.
Recebeu, entre outras condecorações, a Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1919) e a Ordem Civil do Mérito Agrícola e Industrial(1931).
Se quiseres conhecer melhor esta grande portuguesa, lê o livro de Carla Maia de Almeida, que podes encontrar aqui na tua Biblioteca Escolar.



[1] Sufragistas eram as mulheres que lutavam pelo direito ao voto, numa época em que apenas os homens podiam votar.


08 março 2009

Dia Internacional da Mulher


ELA VEIO…

Ela veio impunemente

de olhos semicerrados

trazia um catraio à frente

e outro de mão dada…


Ela veio impunemente

pelo meio da cidade

sem temor dos acidentes

passo rápido e altivo


Ela veio motivada

indiferente ao ruído

impune ao movimento

citadino e agressivo


Ela veio impunemente

determinada e senhora

rindo por dentro ao destino

e para ele voltada


Nem os filhos a impediam

dessa lesta caminhada

airosa e séria, semblante

de quem nunca foi mandada!...

Fernando Morais