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27 maio 2026

Tertúlia Poética

 Os nossos poetas deixaram um testemunho inesgotável ao contemplar e sentir a vida natural à sua volta. Do mesmo modo,  com olhar mais científico e votado à ciência, os ambienatlistas nos foram chamando  a atenção  para biodiversidade e a importância de sustentar o mundo natural para o bem comum. 

Foi com esta dupla visão que a tertúlia deste ano, "Sussurros da Terra Viva" procurou chamar a comunidade educativa a  dar o seu cunho.  

Alunos, docentes, não docentes e  pais uniram-se na noite do dia 15 de maio, na Bibloteca Escolar e declamaram poesia, leram textos intemporais, tocaram, dançaram, dramatizaram textos tendo como pano de fundo os trabalhos realizados nas bibliotecas do Agrupamento  ao longo do ano, nas salas  CAA e espaços livres.  De destacar a participação dos alunos do Clube de Leitura.

Cartaz

Os nossos "convidados/ homenageados", Jane Goodall e David Attenborough, fizeram as  honras da casa  chamandoa a atenção para o perigo de uma Terra cansada de poluição e devastação que ameaça a vida de todos.
Tertúlia Poética: Sussurros da Terra

Embora longa, a noite não foi cansativa pela expressão de satisfação dos intervenientes e não intervenientes que se juntaram depois numa partilha de bolo.

13 maio 2025

Tertúlia e inauguração de instalação - Camões: 500 anos espalhando engenho e arte

Sem conter a modéstia, a Biblioteca Escolar orgulha-se da noite fantástica do dia 9 de maio, data escolhida para celebrar  o nascimento do nosso poeta maior. Com o título abrangente Camões, 500 anos espalhando engenho  e arte, alunos, professores, assistentes operacionais, pais e encarregados de educação uniram-se para dar voz a todo o trabalho que veio a ser desenvolvido ao longo deste ano letivo. 

Cartaz

  O Coro Costa Matos deu o arranque com " Verdes são os campos" e logo após o grupo disciplinar de Educação Visual e  Educação Tecnológica inaugurou a instalação comemorativa no espaço do polivalente,  num trabalho articulado envolvendo várias áreas disciplinares. 

O " próprio" Camões, do clube de teatro da escola e do clube de leitura da escola, que ficou encarregado da apresentação do alinhamento e convidou  depois os presentes a subirem à biblioteca para dar inicio à tertúlia. 


Inauguração da instalação no polivalente

Foi a altura de dar a conhecer os dotes poéticos dos alunos que escreveram à maneira de Camões apresentando alguns dos motes, em resposta  ao desafio lançado pela Biblioteca Escolar em março. 


Tertúlia na Biblioteca


 Outros poetas escreveram à maneira de Camões e alunos da Oficina do Saber leram a Canção de Leonoreta, de Eugénio de Andrade, como exemplo. 

Também António Gedeão escreveu o Poema da auto estrada que a Sara, do 7.º A, e a sua mãe partilharam com todos

Outros poetas escreveram sobre Camões. Por isso, o Afonso,  do 5.ºA,  e a mãe, D. Susana, (elementos do Clube de Leitura) leram Luís, o poeta salva a nado o seu poema, de Almada Negreiros.

Um dos momentos altos foi a poesia camoniana  lida, dançada e tocada pelos alunos do 5.ºA, orientados pela professora Carla Moura, em colaboração com o Conservatório de Música de Gaia  e a Escola de dança Ginasiano. A graciosidade da dança, a música e a leitura perfeita destes alunos surpreendeu a todos.

Mas a poesia de Camões atravessa fronteiras. Por isso, o poema Amor é um fogo que arde sem se ver foi lido em português, em inglês e em espanhol por  alunos do 9º ano, brilhantes leitores que nem o nervosismo atrapalhou. 

Professores e assistentes operacionais  e elementos da Associação de Pais também deram voz aos poemas camonianos mais conhecidos e significativos. De destacar  ainda a leitura de Pus meus olhos numa funda pela aluna Leonor, do 1.º ano da EB da Bandeira, cuja pureza da voz emocionou os presentes.

Tertúlia na Biblioteca
A abordagem à Opus Magnum - os Lusíadas - ficou a cargo de alunos do 8.ºA e 8.º B,  que, brilhantemente orientados pela professora de português, Liliana Magalhães, dramatizaram excertos de Que farei com este livro?, de José Saramago.  E assumiram tudo: textos introdutórios, cenários, guarda-roupa, e uma atuação desenvolta e assumida.

Ainda antes da atuação final do coro Costa Matos, a equipa da Biblioteca Escolar que coordenou todo o trabalho, quis deixar a sua homenagem a todos os poetas incompreendidos no seu tempo com a leitura partilhada de Camões e a tença, de Sophia de Mello Breyner Andresen.

Ao longo da noite, para além do " próprio"  Camões, várias personagens foram aparecendo e dando o seu cunho: Vasco da Gama, Vénus,  o Adamastor e o velho do Restelo, por alunos do Clube de Teatro brilhantemente orientados pela professora Rita Pinheiro.

Como não podia deixar de ser, no fim houve bolo! Para tal um agradecimento especial à D. Alice Magalhães e Associação de Pais, sempre prontos a colaborar.

A fadiga e a preocupação deram por fim lugar à alegria contagiante dos nossos alunos que temos a certeza nunca mais irão esquecer este dia. 

Estamos a "vê-los" a dizer daqui a alguns anos: "Lembras-te quando fizemos de Camões na escola? "


01 dezembro 2022

Tertúlia "José Saramago: porque à terra pertence"

 

A tristeza pela perda da Professora Céu Passos, levou a que a tertúlia prevista para 16 de novembro - dia do centenário - fosse adiada  para o dia 22.

 Mas não podíamos deixar de partilhar o trabalho desenvolvido ao longo de meses. Por isso vivemos uma noite de convívio onde a leitura, a dança, as artes visuais e o teatro homenagearam o nosso prémio Nobel da Literatura de 1998.

 O principal objetivo desta  atividade foi apresentar José Saramago com as suas obras mais adequadas ao nível etário dos alunos do nosso agrupamento e conhecer a parte mais subjetiva do escritor mostrando a sua sensibilidade perante as pessoas que o criaram, a natureza, o modo de interpretar sinais e reflexão.

Decoração do espaço

 O espaço foi decorado  painel de fotos de Saramago recriados  pelas turmas do professor Ricardo Silva, Raquel Nery, Fátima Branco, Alice Monteiro, Lara Paulo e Alberto Macedo. Uma aguarela de Saramago feita pelo professor Pedro Moura, da Escola Básica da Bandeira serviu de cenário principal e frases do escritor foram colocados nos espelhos das escadas 




Assim aconteceu

O Thiago, do 5.ºA, leu "A maior flor do mundo", enquanto  as alunas do 7.º A  ( ensaiadas pela Professora Fernanda Borges) dançaram um coreografia contemporânea.

 



O Thiago provou que é possível fazer coisas maiores do que o nosso tamanho, pois leu corajosamente e muito bem, perante um vasto público. 












 Seguiu-se a leitura de alguns excertos das obras do escritor

“O silêncio da água”  excertos pelo aluno Lucas, do 6.ºB.

“Uma luz inesperada” : leitura partilhada  por Rodrigo, o  Gil, o João do 8.º A


 “Avó Josefa” numa leitura partilhada por elementos da Associação de pai,  homenageando também as avós presentes.


“Jerónimo”, excerto do discurso da entrega do prémio Nobel  lido pela voz segura e bem ritmada do   David, e Tomás, do 9.ºA.




A Inês Costa recebeu um prémio pois venceu o desafio lançado no mês de novembro " Que farias se se aparecesse uma lagarto grande e verde na tua cidade?" , a propósito de "O lagarto", de José Saramago. . Ao contrário do habitual, a proposta não foi fugir dele  ou matá-lo como acontece muitas vezes perante o desconhecido. A  Inês usou a sua imaginação e disse que faria dele um amigo de quatro patas convidando outros animais para participar nessa façanha.



Um dos pontos altos da noite foi, sem dúvida,  uma dramatização de “O Conto da ilha desconhecida”,  adaptada e encenada pela professora Liliana Magalhães  e interpretada por alunos dos 9.º A, B e C. Resultado de um trabalho intenso com  formação de postura e voz pelo Teatro Nacional de S. João e a persistência, imaginação, arte e  entrega da professora de português,  surgiu um momento de grande qualidade que perdurará na memória destes alunos e de todos quanto assistiram.









Estabelecendo uma ligação com o tema da peça,  a professora Liliana Magalhães leu “Alice e  as maravilhas”,  propondo uma outra perspetiva ao ver as coisas que nos rodeiam.






No fim, como é habitual, uns bolinhos para festejar, oferecido pela Associação de Pais.



Como disse um dia José Saramago: 

"SOMOS NÓS O SOL."



"Não subiu às estrelas porque à terra pertencia " é última frase do "Memorial do Convento " e serve de epitáfio junto da oliveira onde onde foram depositadas as cinzas de José Saramago. Porque também nos pertence, porque é português, porque nos retratou, porque exaltou a nossa língua

Obrigado, José Saramago!

15 dezembro 2019

Homenagem a Sophia no novo espaço da Biblioteca Escolar


Não podia ser mais adequado unir a homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen à abertura do novo espaço da Biblioteca Escolar. Foi no dia 10 de dezembro, neste ano em que se celebra o centenário do  seu nascimento. 

Ela que na na sua infância

"... antes de saber ler, ouvi recitar e aprendi de cor um antigo poema tradicional português, chamado Nau Catrineta. Tive assim a sorte de começar pela tradição oral, a sorte de conhecer o poema antes de conhecer a literatura." e

As bibliotecas, sejam elas escolares ou não, têm essa grande função de promover a leitura e o conhecimento.






O programa,  todo ele à volta da escrita de Sophia, começou com uma dança inspirada na "Menina do Mar", por alunos do 3º ano da escola das Devesas. Momento de grande graciosidade e leveza. 



O Clube de Música inaugurou o novo espaço da Biblioteca com algumas canções



 Um momento alto foi o da  dramatização de "O colar" por alguns alunos dos 9º A, B e D encenados pela professora de Português, Liliana Magalhães.







Seguiram-se várias leituras de excerto de obras e de poemas por alunos, encarregados de educação e professores.
Abriu-se ainda a exposição de trabalhos feitos por alunos nas aulas de Educação Visual, subordinados a poemas e excertos de obras de Sophia. Esta exposição poderá ainda ser vistada até janeiro.














A assistir a esta homenagem pudemos contar com a presença de Isabel Andresen Sousa Tavares, filha de Sophia, o que muito nos honrou.