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16 novembro 2022

À professora Céu


Alguns alunos quiseram deixar aqui o seu pesar pela partida da professora Céu Passos. Fizeram -no de forma genuína de adolescentes que se confrontam com a perda irreparável de que gostavam.



 Querida professora,

 Hoje é dia 13/11/2022 e infelizmente já não está mais connosco,  mas permanece nos nossos corações.

A professora ensinou-nos a lutar, a crescer e a acreditar nos momentos mais difíceis . 

Desde que a professora foi embora,  foi muito difícil para nós porque a professora era a pessoa que nos acolhia nos momentos difíceis. Mesmo assim a professora respondia ás nossas mensagens com amor e carinho a dizer que ficaria bem e que continuava a lutar. Tal como a professor, agora mesmo sem si, temos de lutar como a professora lutou para ficar aqui.

Aquele vídeo que fizemos à professora era para fazermos a professora acreditar que estávamos aqui para si tal 
como a professora esteve para nós e para todos.
Mesmo sentindo dor por dentro de nós por não voltar a vê-la, mesmo assim vamos lutar enquanto sentimos
 saudades da sua voz de manhã enquanto tinha um sorriso na cara.
A professora fez oque ninguém fez por nós ou por alguém .
Obrigada por tudo professora Maria do Céu.  Agora estará num sítio melhor…

“Aqueles que passam por nós ,
Não vão sós.
Deixam um pouco de si,
levam um pouco de nós”

                                                                            Iara, 6.ºA


A saudade, não se consegue explicar , uma coisa que acontece de um segundo para o outro quando se sabe
 que nunca mais, NUNCA , uma palavra difícil de se escrever , de se pensar e ainda mais difícil , de acreditar.
Quando se pensa que NUNCA , NUNCA mais vemos ver alguém que gostávamos , alguém que estava a passar
 por uma guerra e não conseguiu ultrapassa-la , quando uma parte de mim sabe que foi melhor e outra parte de mim
 não consegue acreditar ….
Alguém que eu sabia que não estava bem, mas falava comigo diariamente e eu tinha fé que iria recuperar ❤️‍🩹 mas
 isso não aconteceu…
Neste momento está a olhar por mim , por nós, acredito que depois da morte há vida , acho que nada acontece por
 acaso.  Creio que um dia ainda nos vamos ver  e  vamos falar de como a vida foi tão injusta consigo .
A minha mente ainda fala consigo e o meu coração ainda a procura , mas a minha alma sabe que agora está em paz .
Vou andando por aqui , à procura de respostas às minhas perguntas .
O Adeus mais difícil é aquele que sabemos que é para SEMPRE.
Hoje está a chover muito, estão a cair lágrimas sobre nós.
O céu está em festa mas aqui só nos resta sentir a saudade e falta que deixou.
Esteja onde estiver, olhe por nós, olhe por mim, isto não é um adeus é um até já . Obrigada por todos os momentos…
obrigada por ter gostado tanto de mim, obrigada por tudo, vemo-nos um dia …
🤍agora quem vai lutando sou eu … 🕊️
Matilde, 6.ºA

Obrigado, José Saramago!


"Todos somos escritores, 

                      mas uns escrevem e outros não" 

Obrigado, José Saramago, por ter sido um dos que se atrevem a escrever.

O momento triste que todo o Agrupamento vive neste momento, levou ao adiamento da tertúlia prevista para o dia de hoje, 16 de novembro.  Esta realizar-se-á na próxima terça-feira, dia 22, às 20:45h, na biblioteca escolar.

Contudo a Biblioteca não pode deixar e assinalar o dia e publica aqui parte do trabalho que está a ser realizado pelo grupo de Educação Visual e que já está exposto nas escadas da biblioteca.




Também deixamos o resultado do desafio


O QUE FARIAS SE, NA TUA CIDADE,  APARECESSE  “ um lagarto (…). Grande e verde, um sardão

imponente, com uns olhos que pareciam de cristal negro, o corpo flexuoso coberto de escamas, o rabo longo e ágil, as patas rápidas” ?

 (in “ O lagarto” de José Saramago)


Resposta vencedora

 Iria buscar todos os animais do zoo e faria um animal só. Faria amizade com o bichano e iria para casa com um amigo de quatro patas.

 

Inês Costa, 6.º C

 

 O grande lagarto verde do conto de José Saramago quase foi destruído pelas pessoas que o rodeavam, mas, na verdade, ele era inofensivo e transformou-se numa rosa rubra caída no asfalto da cidade

 

 


Muitas vezes o medo do desconhecido leva-nos a matar e destruir, mas não tem de ser assim. A Inês também achou isso.

 

 Parabéns, Inês!




14 novembro 2022

Até sempre, Céu!


De uma grande poeta para uma grande mulher, nele contido a nossa tristeza, mas também a nossa esperança de estares onde "mora a plenitude e o límpido esplendor".


AS FONTES




Um dia quebrarei todas as pontes

Que ligam o meu ser, vivo e total,

À agitação do mundo do irreal,

E calma subirei até às fontes.


Irei até às fontes onde mora

A plenitude, o límpido esplendor

Que me foi prometido em cada hora,

E na face incompleta do amor.


Irei beber a luz e o amanhecer,

Irei beber a voz dessa promessa

Que às vezes como um voo me atravessa,

E nela cumprirei todo o meu ser.


Sophia de Mello Breyner Andresen

 

08 junho 2022

Até sempre, Paula Rego!

 Uma das 25 mulheres mais influentes do mundo será, para sempre, portuguesa. 

Paula Rego, mulher da pintura, mas também das histórias cuja carga  transportou para a tela. As histórias que lhe contaram em criança - dizia ela-  foram marcantes. Por isso a "Casa das histórias" em Cascais.  

De uma simplicidade arrebatadora e uma humildade que lhe permitiu construir uma visão purificada da condição feminina com a sua arte figurativa, por vezes tão agreste quanto incompreendida.

 




Partiu hoje, mas as pessoas vivem através daquilo que nos deixam: as palavras, o amor, a arte. 

Obrigada, Paula Rego!

02 outubro 2020

Obrigado, Quino!

Joaquín Salvador Lavado Tejón, nascido em Mendoza, em Argentina, a 17 de julho de 1932, deu-se a conhecer ao mundo como Quino através da personagem da banda desenhada Mafalda. Foi essencialmente um pensador que falou ao mundo através de uma menina que desconcertou muitos adultos poderosos com as perguntas que fazia.
  


Como historiador gráfico de pouco necessitava para dizer muito...



Quino deixou-nos no dia 30 de setembro aos 88 anos.
Até sempre, Quino!

15 dezembro 2019

Homenagem a Sophia no novo espaço da Biblioteca Escolar


Não podia ser mais adequado unir a homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen à abertura do novo espaço da Biblioteca Escolar. Foi no dia 10 de dezembro, neste ano em que se celebra o centenário do  seu nascimento. 

Ela que na na sua infância

"... antes de saber ler, ouvi recitar e aprendi de cor um antigo poema tradicional português, chamado Nau Catrineta. Tive assim a sorte de começar pela tradição oral, a sorte de conhecer o poema antes de conhecer a literatura." e

As bibliotecas, sejam elas escolares ou não, têm essa grande função de promover a leitura e o conhecimento.






O programa,  todo ele à volta da escrita de Sophia, começou com uma dança inspirada na "Menina do Mar", por alunos do 3º ano da escola das Devesas. Momento de grande graciosidade e leveza. 



O Clube de Música inaugurou o novo espaço da Biblioteca com algumas canções



 Um momento alto foi o da  dramatização de "O colar" por alguns alunos dos 9º A, B e D encenados pela professora de Português, Liliana Magalhães.







Seguiram-se várias leituras de excerto de obras e de poemas por alunos, encarregados de educação e professores.
Abriu-se ainda a exposição de trabalhos feitos por alunos nas aulas de Educação Visual, subordinados a poemas e excertos de obras de Sophia. Esta exposição poderá ainda ser vistada até janeiro.














A assistir a esta homenagem pudemos contar com a presença de Isabel Andresen Sousa Tavares, filha de Sophia, o que muito nos honrou.




13 dezembro 2008

100 anos de Manuel de Oliveira



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Manoel de Oliveira fez 100 anos. Se já não é frequente chegar ao centésimo ano de existência, ainda é mais invulgar ser-se ao mesmo tempo um realizador de renome internacional no activo. A BE não podia deixar de assinalar esta data e, para além de expor trabalhos dos alunos do 3ºciclo sobre Manoel de Oliveira, passou a sua primeira longa metragem “Aniki Bobó”. Todas as turmas do 9º ano assistiram a esse filme e, a avaliar pelo entusiasmo e comentários finais, os alunos gostaram. Segundo alguns disseram, pela simplicidade e pureza de sentimentos demonstrado no filme e pela diferença entre a época do filme e de hoje, no que se refere às atitudes, às brincadeiras e ao relacionamento entre crianças.