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28 dezembro 2018

A Declaração Universal dos Direitos Humanos e ... Natal


As crianças e alunos da EB das Devesas refletiram sobre os Direitos Humanos e associaram estes princípios básicos ao Natal. Pois não é nesta época que mais se fala em paz, justiça e solidariedade?

Este é o quadro feito nas salas do pré escolar...


Outros meninos fizeram desenhos sobre cada um dos dez primeiros artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e disseram, com pureza das suas palavras, o que entenderam sobre eles.
Do seu trabalho resultou um livro digital que se disponibiliza abaixo.




Votos de um excelente ano de 2019!



03 dezembro 2018

Personalidades do mês - dezembro


ANA DE CASTRO OSÓRIO
(1872-1935)


Ana de Castro Osório nasceu em Mangualde em 1872, numa família culta. O seu pai e o irmão eram homens de letras e fizeram carreira na magistratura. Ana viveu em Setúbal e lá começou a publicar os seus primeiros artigos. Aos vinte e seis anos casou com Paulino Oliveira, membro do Partido Republicano, e colaborou com Afonso Costa, ministro da justiça, na elaboração da Lei do Divórcio.

Ana, que foi escritora, jornalista, ativista e pedagoga, é ainda considerada a “criadora” da literatura infantil em Portugal, tendo realizado uma enorme recolha dos contos da tradição oral do país, e publicado inúmeros volumes de histórias para crianças, além de ter traduzido e publicado os contos dos irmãos Grimm e muitos outros autores estrangeiros de literatura para crianças. Criou ainda manuais escolares para o 1º ciclo.
Mas foi como pioneira na luta pela igualdade entre homem e mulher e como sufragista[1] que se tornou mais conhecida. Foi uma das fundadoras do Grupo Português de Estudos Feministas e da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, entre outras associações de defesa dos direitos das mulheres. Publicou, em 1905, Às Mulheres Portuguesas, o primeiro manifesto feminista português. Pertenceu à maçonaria e foi subinspetora dos Trabalhos Técnicos Femininos.
Esta grande portuguesa, uma mulher muito à frente do seu tempo, morreu em Lisboa em 18 de junho de 1935.
Recebeu, entre outras condecorações, a Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1919) e a Ordem Civil do Mérito Agrícola e Industrial (1931).



[1] Sufragistas eram as mulheres que lutavam pelo direito ao voto, numa época em que apenas os homens podiam votar.

Nelson Mandela

(1918 - 2013)




Nascido numa família da nobreza tribal, Nelson Rolihlahla Mandela era filho de um chefe do clã dos Madiba. Órfão de pai aos nove anos, Mandela é enviado para a escola. Após a conclusão dos estudos secundários, ingressa na faculdade de Direito.
Logo no primeiro ano do seu curso, começou a sua luta contra o regime do apartheid, regime que segregava os negros, a quem não era reconhecida a maioria dos direitos políticos, económicos e sociais. Líder de um movimento estudantil que militava contra as políticas segregacionistas, foi expulso da universidade e terminou o curso de Direito por correspondência.
Aos 24 anos uniu-se ao Congresso Nacional Africano (CNA) onde se foi tornando cada vez mais ativo na luta contra o apartheid.
Como a polícia segregava e abria fogo sobre os manifestantes negros, o CNA passa ao combate armado e Mandela torna-se comandante, promovendo campanhas de sabotagem contra alvos governamentais e militares. É preso e condenado a cinco anos de prisão. Evade-se, mas é novamente preso e condenado, desta vez, a prisão perpétua.
Na prisão, onde fica durante vinte e sete anos confinado a uma minúscula cela, a 46664, Nelson Mandela vai tornar-se um símbolo universal da luta contra o apartheid. Várias campanhas internacionais tentam conseguir a sua libertação, o que só vem a acontecer em 1990, por ordem do então presidente da África do Sul, Frederik de Klerk, que viria a ganhar, a meias com Mandela, o Prémio Nobel da Paz, em 1993.
Em 1991 Mandela é eleito presidente do CNA. Em 1994 torna-se o primeiro presidente negro da África do Sul. Muito importante é a sua ação no sentido de que o povo sul-africano se entenda, sem que haja vinganças ou represálias.
Quando terminou o seu mandato presidencial, Nelson Mandela dedicou-se a causas sociais e de defesa dos Direitos Humanos.
Reconhecido internacionalmente, foi recebendo inúmeras condecorações um pouco por todo o lado, do Reino Unido aos Estados Unidos, passando pela Índia e o Canadá.
A ONU instituiu, a partir de 2010, o dia 18 de Julho de cada ano como o Dia Internacional Nelson Mandela (dia do seu nascimento), como forma de valorizar em todo o mundo a luta pela liberdade, pela justiça e pela democracia.
Faleceu aos noventa e cinco anos, em 2013.
São suas estas sábias palavras: «Sonho com o dia em que todas as pessoas levantar-se--ão e compreenderão que foram feitas para viverem como irmãos».



16 novembro 2018

Dia do patrono


As  crianças do pré-escolar das Devesas  e os alunos do 2.ºano participaram ativamente na atividade da biblioteca,  no dia do patrono. O tema foi Frida Kahlo, a personalidade do mês de outubro.





Todos leram e observaram o cartaz sobre esta importante pintora mexicana. Depois pintaram os desenhos " ao estilo" de Frida .



Os mais pequeninos decoraram  os vestidos de Frida.










08 novembro 2018

Personalidades do mês - Passatempo

Participa no passatempo relacionado com as personalidades que destacamos este mês - Eleanor Roosevelt e Mahatma Gandhi, conhecendo, assim, duas figuras muito importantes na luta pelos Direitos Humanos.
  Descarrega a app QR code Reader para o teu smartphone, lê os códigos QR que se seguem e entrega as tuas respostas na biblioteca. Se não tens smartphone, vai à biblioteca e requisita um tablet.





Personalidades do mês - novembro


ELEANOR ROOSEVELT
(1884-1962)

Eleanor Roosevelt nasceu em Nova Iorque, no seio de uma família privilegiada. Era sobrinha do presidente Theodore Roosevelt e, em 1905, casou com um primo afastado que também viria a ser presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt.
Apesar disso, a sua vida nem sempre foi fácil: perdeu a mãe aos oito anos e o pai aos dez, após o que foi morar com uma avó e, aos quinze anos, foi estudar para um colégio interno, em Inglaterra.
Desde nova interessou-se pela vida política do seu país e pelo serviço público, sempre atenta às classes mais desfavorecidas e às minorias. Envolveu-se intensamente nas questões dos Direitos Humanos e da justiça social. Durante a Segunda Guerra Mundial visitou soldados americanos por todo o mundo e, sempre atenta às injustiças, lutou contra a discriminação racial no exército.
Como Primeira-Dama, o seu envolvimento nestas causas intensificou-se e, em 1946, foi nomeada como delegada às Nações Unidas pelo Presidente Harry Truman, presidente após a morte de Franklin D. Roosevelt em 1945.
Como líder da Comissão dos Direitos Humanos, Eleanor foi decisiva na formulação da Declaração Universal dos Direitos do Homem que apresentou à Assembleia Geral das Nações Unidas, tendo sido denominada “Primeira-Dama do Mundo” pelo presidente Truman, pelas suas realizações humanitárias ao longo de toda a sua vida.
Esta grande senhora trabalhou até ao final da vida para conseguir a aceitação e implementação dos direitos estabelecidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, tão importante para todos nós.

MAHATMA GANDHI
(1869-1948)

Mohandas Karamchand  Gandhi, nasceu em 1869, numa cidade do litoral da Índia chamada Porbandar, numa época em que a Índia pertencia à coroa inglesa. A sua família era abastada, pelo que foi estudar para Inglaterra onde se formou em Direito.
Como já estava casado e era pai de filhos (teve quatro), foi trabalhar como advogado para a África do Sul até 1914. Nessa época começou a lutar pelos direitos dos hindus, sempre como Pacifista. Regressou à Índia quando tinha 45 anos e foi recebido como um herói, porque lutava sempre pelos mais pobres, os camponeses e os operários.
Em 1922 organizou uma greve geral, tendo sido preso pelo governo britânico. Seria a primeira de uma longa série de passagens pelas prisões do governo de Sua Majestade!
Mas isso não demoveu Gandhi, que continuou a lutar pela independência da Índia, sempre de forma pacífica, mesmo quando estava doente e cansado. Gandhi seguia o princípio da não-violência e da desobediência civil, ou seja, a resistência pacífica aos dominadores: recorria a jejuns, greves e marchas. Estimulava o não pagamento dos impostos, defendia o boicote aos produtos britânicos, e por isso usava roupas indianas tradicionais.
Quando a independência da Índia foi proclamada, em 1947, ficou muito feliz, apesar de, dentro do próprio país, haver graves desentendimentos entre hindus e muçulmanos, que tinham diferenças históricas e projetos políticos distintos, o que fez com que o território tivesse sido dividido em dois países soberanos, a Índia e o Paquistão. Gandhi aceitou a divisão do território e atraiu o ódio dos nacionalistas.
Um ano após a conquista da independência, Gandhi foi morto a tiro por um hindu rebelde, quando se encontrava em Nova Déli, capital indiana, no dia 30 de janeiro de 1948.
No entanto, será sempre lembrado como um grande lutador pela causa da Paz!


08 outubro 2018

Personalidade do mês - outubro

                                        FRIDA KAHLO



Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon, mais conhecida como Frida Kahlo,  foi uma personagem importante da política e cultura mexicanas do século XX. Considerada feminista por ter quebrado diversos tabus da sua época, foi filiada no Partido Comunista Mexicano e lutou pelos direitos dos trabalhadores. No entanto, foi sobretudo na pintura que se destacou.
Frida Kahlo nasceu em 06 de julho de 1907 na cidade de Coyoacan, no México, e sempre procurou exaltar a identidade nacional do seu país tanto através da sua pintura, adotando temas do folclore e da arte popular, como através dos trajes, adereços e cores que usava.
Autorretrato com Colar de Espinhos e Beija-flor' (1944)

Frida Kahlo teve uma vida muito difícil, repleta de aflições e traumas físicos e psicológicos que se refletiu na sua pintura.
Considerada por alguns críticos uma pintora surrealista, Frida declarou um dia: “Pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade.”
O veado ferido (1946) 

Frida realizou a sua primeira exposição individual em 1939, em Nova York, foi a primeira artista mexicana a ter obras expostas no Museu do Louvre, em Paris, cidade onde conheceu artistas famosos como Pablo Picasso e
ganhou o Prémio Nacional de Pintura concedido pelo Ministério da Cultura do México pela sua obra Moisés. 

Moisés o Núcleo solar (1945)
Em 2002, foi lançado o filme Frida, o qual recebeu dois Óscares.
Atualmente, as suas obras são expostas em muitos museus do mundo. Em Portugal, podes visitar, até 4 de novembro, uma exposição fotográfica sobre esta pintora mexicana famosa no Centro Português de Fotografia, no Porto.

As duas Fridas (1939)
Para conheceres melhor Frida Kahlo, visita:


Fontes: