As pessoas insubstituíveis, as vozes únicas.
Vim para o fado e fiquei.
Sou corda de uma guitarra
A que mais geme e soluça
E em vez de vestir samarra
Uso a sombra de uma capa
Que me tapa e me destapa
Se o meu corpo se debruça.
Se quiseres saber de mim
Onde me perco encontrado
Pergunta aos guardas da noite
Pergunta às portas fechadas
Pergunta às mulheres compradas
Pelo fantasma do fado
E aos fadistas também
Porque todos me conhecem
Mas se vires que me entristecem
Não digas à minha mãe
Já tenho novos amigos
Que me oferecem de beber
Mas ninguém mata esta sede
Esta sede de esquecer.
Vim para o fado e aqui
Em cada noite perdida
Mais fado há na minha vida
E mais me lembro de ti
Do amor que não te dei
Vim para o fado e fiquei.
Letra de Música de Júlio de Sousa pela voz única de Carlos do Carmo.
Obrigado!

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