Neste monitor existia também um Asterisco. Também jovem despenteado e desejoso de encontrar a “mulher “da sua vida.
Numa bela tarde de Agosto, a Vírgula estava a ler um artigo no jornal “on-line”, quando se lembrou: “e se eu fosse dar um passeio ao Ambiente de Trabalho? Sempre há por lá “ícones” esquecidos que me possam fazer companhia”. Neste trajecto, tropeçou num documento “Word” aberto. Lá, ela encontrou um Asterisco perdido.
- Precisas de ajuda? – perguntou a Vírgula.
- Sabes onde está o ficheiro x.xy*.doc? – perguntou atrapalhado o Asterisco.
- Não, não sei. Já tentaste a reciclagem? – respondeu a Vírgula, constrangida com o seu ar despenteado.
Lá foi este Asterisco sem mais demoras para a reciclagem. Quando lá chegou procurou, procurou e procurou no meio de tanto “lixo”, mas não encontrou nada. Voltou ao Ambiente de Trabalho à procura da Vírgula para lhe dizer que não tinha encontrado o que procurava. Quando a encontrou, depois de lhe contar que não encontrou o que pretendia, reparou no seu longo caracol. O seu coração palpitou e o Asterisco percebeu que se tinha apaixonado. A Vírgula, por sua vez, não parava de pensar no ar despenteado do Asterisco, embora existisse alguma coisa que lhe agradava nele. De repente ela teve a brilhante ideia de lhe dizer:
- Tu tens um ar todo despenteado! Não gostavas de usar gel?
Ele nem hesitou. Foi logo ao “E-bay” comprar um pacote de gel. Este Asterisco sem estilo e despenteado transformou-se num belo ponto.
Adivinhem o que aconteceu! Eles casaram e formaram o mais belo Ponto e Vírgula de toda a história da pontuação.
Maria Luís
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