Mais um ano letivo começa! São os reencontros, as novas vivências e uma esperança latente que nos faz crer que desta vez é que vai ser.
A Biblioteca Escolar dá as boas-vindas a todos os alunos e espera que cada um deseje e alcance o fruto todo (sucesso pleno) e não se contente apenas com a metade.
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Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...
Miguel Torga
A todos os professores, a Biblioteca Escolar deseja um excelente ano de trabalho, na certeza que todos partilham da opinião de Sebastião da Gama que desejava essencialmente a felicidade dos seus alunos
"O que eu quero principalmente é
que vivam felizes"
Não lhes disse talvez estas palavras, mas foi
isto o que quis dizer. No sumário, pus assim: "Conversa amena com os
rapazes". E pedi, mais que tudo, uma coisa que eu costumo pedir aos meus
alunos: lealdade. Lealdade para comigo, e lealdade de cada um para cada outro.
Lealdade que não se limita a não enganar o professor ou o companheiro: lealdade
activa, que nos leva, por exemplo, a contar abertamente os nossos pontos fracos
ou a rir só quando temos vontade (e então rir mesmo, porque não é lealdade
deixar então de rir) ou a não ajudar falsamente o companheiro.
"Não sou, junto de vós, mais do que um
camarada um bocadinho mais velho. Sei coisas que vocês não sabem, do mesmo modo
que vocês sabem coisas que eu não sei ou já esqueci. Estou aqui para ensinar
umas e aprender outras. Ensinar, não: falar delas. Aqui e no pátio e na rua e
no vapor e no comboio e no jardim e onde quer que nos encontremos."
Não acabei sem lhes fazer notar que "a aula
é nossa". Que a todos cabe o direito de falar, desde que fale um de cada vez
e não corte a palavra ao que está com ela.
Sebastião da Gama, Diário


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