24 setembro 2013

A poesia ficou mais pobre

O poeta António Ramos Rosa, Prémio Pessoa 1988, nasceu em Faro em 1924 e morreu a 23 de Setembro de 2013. Deixa uma vasta obra com cerca de uma centena de títulos, traduzida em várias línguas. No início do mês tinha doado à autarquia de Faro o espólio relativo ao percurso académico e literário, assim como várias distinções, nomeadamente diplomas alusivos ao seu doutoramento Honoris Causa, ao Prémio Pessoa e ao grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada. Os bens do poeta ficam sob alçada da Biblioteca Municipal de Faro, a que Ramos Rosa dá nome.
Foi crítico literário, cofundador da revista Árvore e codiretor das revistas Cassiopeia e Cadernos do Meio-Dia e, a par da poesia, também desenhava.
Da vasta obra poética, premiada, faz parte "Sobre o Rosto da Terra", "Estou Vivo e Escrevo Sol", "A Construção do Corpo", "A Pedra Nua", "Ciclo do Cavalo", "O Incêndio dos Aspectos", "Figuras solares", "O que não pode ser dito" e "Génese seguido de Constelações".
Dos livros de ensaio que publicou destacam-se "Poesia, liberdade livre" e "Incisões oblíquas: estudos sobre poesia portuguesa contemporânea".
Além do Prémio Pessoa, António Ramos Rosa recebeu outros galardões, como o Prémio Associação Portuguesa de Escritores (APE) em 1989, o Grande Prémio Internacional de Poesia, em 1990, no âmbito dos Encontros Internacionais de Poesia de Liège.
Em 2006 foi distinguido com o prémio PEN Clube Português, com o Grande Prémio de Poesia da APE pela obra "Génese" e com o prémio Luís Miguel Nava.


António Ramos Rosa 


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