A poesia ficou mais pobre
O poeta António Ramos Rosa, Prémio Pessoa 1988, nasceu em Faro em 1924
e morreu a 23 de Setembro de 2013. Deixa uma vasta obra com cerca de uma
centena de títulos, traduzida em várias línguas. No início do mês tinha doado à
autarquia de Faro o espólio relativo ao percurso académico e literário, assim
como várias distinções, nomeadamente diplomas alusivos ao seu doutoramento
Honoris Causa, ao Prémio Pessoa e ao grau de Grande Oficial da Ordem Militar de
Sant'Iago da Espada. Os bens do poeta ficam sob alçada da Biblioteca Municipal
de Faro, a que Ramos Rosa dá nome.
Foi crítico literário, cofundador da revista Árvore e codiretor das
revistas Cassiopeia e Cadernos do Meio-Dia e, a par da poesia, também
desenhava.
Da vasta obra poética, premiada, faz parte "Sobre o Rosto da
Terra", "Estou Vivo e Escrevo Sol", "A Construção do
Corpo", "A Pedra Nua", "Ciclo do Cavalo", "O
Incêndio dos Aspectos", "Figuras solares", "O que não pode
ser dito" e "Génese seguido de Constelações".
Dos livros de ensaio que publicou destacam-se
"Poesia, liberdade livre" e "Incisões oblíquas: estudos sobre
poesia portuguesa contemporânea".
Além do Prémio Pessoa, António Ramos Rosa recebeu
outros galardões, como o Prémio Associação Portuguesa de Escritores (APE) em
1989, o Grande Prémio Internacional de Poesia, em 1990, no âmbito dos Encontros
Internacionais de Poesia de Liège.
Em 2006 foi distinguido com o prémio PEN Clube
Português, com o Grande Prémio de Poesia da APE pela obra "Génese" e
com o prémio Luís Miguel Nava.
| António Ramos Rosa |
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