Um caligrama é um poema visual cujas palavras "desenham" a forma, a ideia ou o conteúdo expresso no poema.
19 maio 2020
18 maio 2020
Dia Internacional dos Museus
Neste Dia Internacional dos Museus deixamos uma sugestão de visita virtual ao Museu da Presidência da República.
15 maio 2020
06 maio 2020
Personalidade do mês
Ao
serviço da ciência
Nestes
tempos tão estranhos, em que nos vemos fechados em guerra contra um inimigo
invisível, convém refletir sobre a importância do conhecimento em geral e do
conhecimento científico em especial, que desempenham um papel crucial nesta
luta.
Ao longo dos séculos houve pessoas muito
especiais, estudiosos da ciência dedicados ao bem comum, que dedicaram toda a
sua vida ao estudo e ao saber.
Queres
conhecer alguns desses “super-heróis”, homens e mulheres de carne e osso como
nós, mas com uma grande capacidade de dedicação?
Apresentamos-te
duas personalidades aparentemente muito diversas, mas que tinham essa “chama
interior” que nos torna únicos.
http://www2.insa.pt/sites/INSA/Portugues/QuemSomos/PublishingImages/Ricardo_Jorge_01.jpg
Ricardo Jorge foi um médico, investigador e higienista, professor de
Medicina e introdutor em Portugal das modernas técnicas e conceitos de saúde
pública, que nasceu na cidade do Porto e hoje dá nome a uma importante
instituição, o Instituto de Saúde Pública Dr.
Ricardo Jorge, um laboratório do Estado no
setor da saúde, laboratório nacional de referência e observatório nacional de
saúde.
Formou-se na Escola Médico-Cirúrgica do Porto, onde se especializou em
Neurologia. Mais tarde, começa a dedicar-se à "Higiene Social Aplicada à
Nação Portuguesa".
Vai
estudando ao longo da vida, quer em Portugal, quer no estrangeiro, mas o maior
reconhecimento chega-lhe em 1899, chega à prova "clínica epidemiológica" da peste bubónica que assolou a cidade do Porto.
Ao longo
da vida exerceu diversos cargos na administração da saúde,
conseguindo uma importante influência política.
Exerceu,
entre outros, o cargo de Inspetor-Geral de Saúde e de Presidente do Conselho
Técnico Superior de Higiene. Em 1903, é convidado para organizar e dirigir o
Instituto Central de Higiene, que passaria a ter o seu nome a partir de 1929.
Foi um
homem ativo até à morte e interessou-se por diversas áreas do saber: arte,
literatura, história e política foram áreas a que também se dedicou.
Faleceu
em Lisboa em 1939, mas continua a ser lembrado nos nossos dias, como um
pioneiro na área da saúde.
Florence
Nightingale (1820-1910)
Nasceu no seio de uma
família abastada e viajada, e o seu nome foi-lhe dado por ter nascido na cidade
de Florença.
Desde criança foi uma
menina curiosa e atenta, preocupada com o mundo. Quando disse aos pais que
queria ser enfermeira, provocou um escândalo, pois tinha sido educada para ser
uma dama da alta sociedade inglesa. Mas Florence era determinada e muito
crítica do papel convencional das mulheres da sua época. Conseguiu estudar
enfermagem, primeiro na Alemanha, depois no Reino Unido e, graças ao estatuto
da família e aos conhecimentos que tinha, começou a dirigir um hospital de
caridade em Londres. Rapidamente a qualidade do seu trabalho foi reconhecida,
ainda mais porque pouco depois serviu como enfermeira durante a Guerra da
Crimeia, onde os seus métodos inovadores e o cuidado que dedicava a cada doente
a tornaram famosa, ficando conhecida como “A dama da lâmpada”, por ficar
durante a noite a velar os feridos.
A sua educação
esmerada e a sua curiosidade intelectual fizeram-na interessar-se pela literatura,
pela investigação e pela estatística, campos em que foi pioneira.
Em 1860 criou a sua
própria Escola de Enfermagem, no Hospital de St. Thomas, em Londres.
Ainda hoje, cada novo
enfermeiro presta, no final da sua formação, o “Juramento Nightingale”; o Dia
Internacional da Enfermagem é o dia do seu aniversário.
Continuamos a nossa atividade relacionada com a personalidade do mês!
Acede ao QRcodes abaixo, responde às perguntas e envia por email para:
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05 maio 2020
Minha pátria é a língua portuguesa
O contexto da frase é o seguinte (mantém-se a ortografia original):
«Não tenho sentimento nenhum politico ou social. Tenho, porém, num sentido, um alto sentimento patriotico. Minha patria é a lingua portuguesa. Nada me pesaria que invadissem ou tomassem Portugal, desde que não me incommodassem pessoalmente. Mas odeio, com odio verdadeiro, com o unico odio que sinto, não quem escreve mal portuguez, não quem não sabe syntaxe, não quem escreve em orthographia simplificada, mas a pagina mal escripta, como pessoa própria, a syntaxe errada, como gente em que se bata, a orthographia sem ípsilon, como escarro directo que me enoja independentemente de quem o cuspisse.
Sim, porque a orthographia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-m'a do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha.»
Livro do Desassossego, por Bernardo Soares, ed. de Jacinto do Prado Coelho, Lisboa, Ática, 1982 vol. I, págs. 16-17
Gostaríamos de observar que não se pode dizer que a questão ortográfica do Brasil e de Portugal tivesse rumo absolutamente idêntico antes de Fernando Pessoa. Ao que parece, antes das reformas ortográficas iniciadas no século XX, já se verificava certo grau de variação ortográfica entre os dois países.
in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/correio/minha-patria-e-a-lingua-portuguesa/23183 [consultado em 05-05-2020]
Para os mais audaciosos, deixamos o link da Luso livros onde poderão encontrar o Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa, já no domínio público.
Dia Mundial da Língua Portuguesa
O primeiro texto literário escrito em Português (Galego-Português) é da autoria de João Soares de Paiva, "Ora faz ost'o senhor de Navarra".
Considera-se que terá sido escrito em 1196 (nunca depois). Trata-se de um cantar trovadoresco, uma sátira política dirigida contra Sancho de Navarra.
Os primeiros textos não literários são o Testamento de D. Afonso II, redigido em Coimbra e datado de 27 de Junho de 1214 e a Notícia de Torto, provavelmente uma minuta que se destinava a ser vertida para latim, escrita entre 1214 e 1216.
214 Junho 27
Testamento de D. Afonso II.
Existem dois exemplares deste testamento, a cópia que foi enviada ao arcebispo de Braga e aquela que foi enviada ao arcebispo de Santiago.
linha 1
En'o nome de Deus. Eu rei don Afonso pela gracia de Deus rei de Portugal, seendo sano e saluo, temëte o dia de mia morte, a saude de mia alma e a proe de mia molier raina dona Orraca e de me(us) filios e de me(us) uassalos e de todo meu reino fiz mia mãda p(er) q(ue) de
linha 2
pos mia morte mia molier e me(us) filios e meu reino e me(us) uassalos e todas aq(ue)las cousas q(ue) De(us) mi deu en poder sten en paz e en folgãcia. P(ri)meiram(en)te mãdo q(ue) meu filio infante don Sancho q(ue) ei da raina dona Orraca agia meu reino enteg(ra)m(en)te e en paz.
E ssi este for
linha 3
morto sen semmel, o maior filio q(ue) ouuer da raina dona Orraca agia o reino entegram(en)te e en paz. E ssi filio barõ nõ ouuermos, a maior filia q(ue) ouuuermos agia'o ...
Testamento de D. Afonso II.
Existem dois exemplares deste testamento, a cópia que foi enviada ao arcebispo de Braga e aquela que foi enviada ao arcebispo de Santiago.
linha 1
En'o nome de Deus. Eu rei don Afonso pela gracia de Deus rei de Portugal, seendo sano e saluo, temëte o dia de mia morte, a saude de mia alma e a proe de mia molier raina dona Orraca e de me(us) filios e de me(us) uassalos e de todo meu reino fiz mia mãda p(er) q(ue) de
linha 2
pos mia morte mia molier e me(us) filios e meu reino e me(us) uassalos e todas aq(ue)las cousas q(ue) De(us) mi deu en poder sten en paz e en folgãcia. P(ri)meiram(en)te mãdo q(ue) meu filio infante don Sancho q(ue) ei da raina dona Orraca agia meu reino enteg(ra)m(en)te e en paz.
E ssi este for
linha 3
morto sen semmel, o maior filio q(ue) ouuer da raina dona Orraca agia o reino entegram(en)te e en paz. E ssi filio barõ nõ ouuermos, a maior filia q(ue) ouuuermos agia'o ...
Recentemente foi descoberto um outro documento original, também escrito em português, mas de 1175 - a Notícia de Fiadores.
Portugal torna-se uma nação independente no século XII, mas até 1350 são muito pequenas as diferenças entre o Galego e o Português; daí que esse período da Língua Portuguesa seja denominado de galego-português ou galaico-português.'
in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, https://ciberduvidas.iscte-iul.pt/consultorio/perguntas/primeiros-textos-em-portugues/15759 [consultado em 05-05-2020]
03 maio 2020
Dia da Mãe
Homenageamos todas as mães com um Poema de António Gedeão: "Mãezinha", na voz de Vitor d'Andrade.
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