03 novembro 2015

ESCRITOR DO MÊS


MARIA TERESA MAIA GONZALEZ
Novembro

Maria Teresa Maia Gonzalez nasceu em 1958, em Coimbra e estudou Línguas e Literaturas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Foi professora de português entre 1982 e 1997, altura em que passou a dedicar-se apenas à escrita para crianças e jovens, área em que tem tido um grande sucesso: já vendeu mais de um milhão de livros!
Dos inúmeros livros já publicados, destacam-se “A Lua de Joana” e os da colecção “Profissão: Adolescente”, que já conta com 26 títulos publicados.
É ainda, com Maria do Rosário Pedreira, co-autora da Colecção O Clube das Chaves, de que se publicaram 21 volumes, a maioria dos quais com várias edições.
Recentemente também começou a escrever uma coleção de peças de teatro, chamada "Um Palco na Escola", para serem representadas nas escolas que já começam a ser levadas a cena em várias escolas do país.
Os seus livros são um sucesso entre os mais jovens e já ganhou prémios de literatura, tendo sido recentemente nomeada candidata ao prémio literário sueco Astrid Lindgren (ALMA) 2016, que distingue a literatura e ilustração para a infância e a promoção da leitura.

 Títulos existentes na nossa biblioteca:
·         “Gaspar & Mariana", 1991
·         "A lua de Joana", 1994
·         "O guarda da praia", 1996
       "Sempre do teu lado",2007
Colecção profissão Adolescente
Esta coleção destina-se aos jovens portugueses   e pretende abordar problemas  e interrogações da juventude atual, sem  moralismos nem falsos optimismos .
1.     "Dietas de borbulhas", 1996
2.     "O geniozinho", 1996
3.     "Ricardo, o radical", 1996
4.     "A Ana passou-se!", 1997
5.     "Poeta (às vezes)", 1997
6.     "A Sara mudou de visual", 1998
7.     "Pedro, olhos de águia", 1998
8.     "O Tiago está a pensar", 1998
9.     "Parabéns, Rita!", 1999
10. "Um beijo no pé", 1999
11. "A viagem do Bruno", 1999
12. "O álbum de Clara", 2000
13. "Estrela à chuva", 2000
14. "Alguém sabe do João?", 2000
15. "Noites no sótão", 2001
16. "O irmão de Joana", 2001

Destacamos:

"Ricardo, o radical"

 Ricardo é um jovem cheio de vida, bonito, inteligente, de uma geração, «rasca ou não», bem desperta para a hipocrisia da sociedade. Para ele as coisas que valem realmente a pena são a ação, a velocidade, a adrenalina, os desportos radicais... Emoções fortes que o fazem sentir-se vivo!
 A maior parte do tempo desloca-se na sua moto, relaciona-se  sem compromissos com miúdas que se deslumbram com ele, ouve os seus grupos favoritos (sempre com o som no máximo), chega tarde a casa... Ricardo acha sempre que tem tudo sob controlo!
 Até ao dia em que a Mafalda entrou na sua vida!



"Sempre do teu lado"


Sempre do Teu Lado é um verdadeiro hino à amizade! Uma carta de Félix, um cão, ao seu dono, Guilherme! Félix acompanha Guilherme desde os 12 anos, nos melhores e nos piores momentos da sua vida. Tornam-se amigos de verdade e grandes confidentes. 
Mas a vida de Guilherme evolui, este cresce, sai de casa dos pais, e a Félix resta-lhe esperar que um dia o seu amigo regresse...





15 outubro 2015

Dia Mundial da Alimentação

 Nós somos aquilo que comemos  e todos sabemos que a maior parte das doenças de que sofremos resultam duma alimentação errada: quantidade excessiva de comida; alimentos demasiado salgados ou doces, alimentos muito ricos em gordura, álcool, insuficiente ingestão de água ...

 Através de uma alimentação correta podemos ser bem mais saudáveis. Já Hipócrates o dizia...


Que a alimentação seja o teu único remédio.
                                                                                                                         Hipócrates*




*Hipócrates é considerado por muitos uma das figuras mais importantes da história da saúde, frequentemente considerado "pai da medicina". Nasceu em Cós,na Grécia, no ano de 460 a.C. e faleceu em  370 a.C. na cidade grega de Lárissa.

A Biblioteca  Escolar promove várias atividades para assinalar este evento. No dia 16 de outubro, se requisitares um livro levas uma 


Ainda podes participar nas...



ADIVINHAS SOBRE  ALIMENTOS


Tem a casa bem guardada
Ninguém lhe pode mexer
Sozinha ou acompanhada
Em Novembro nos vem ver.


Verde foi meu nascimento
Mas de luto me vesti
Para dar luz ao mundo
Mil tormentos padeci
Uma caixa redondinha
Mas que pode rebolar
Todos a sabem abrir
Mas ninguém a sabe fechar.


É uma senhora muito esbelta
E com finos véus se aperta
Quem tiver que a desapertar
Muitas lágrimas há de chorar.


Não sabes as respostas? Vai à biblioteca, segue as pistas e encontra-as!

Há mais adivinhas no placar. Participa!


As atividades das Quartas d'Escrita desta semana foram dedicadas à alimentação. Fez-se a "Espiral da alimentação sudável" e a "Receita da boa saúde".






Para os mais crescidos disponibilizamos dois links importantes:

  • sobre os excessos alimentares 




  • Sobre o desperdício de comida (página 56 do slideshare)





Visita estas páginas e reflete sobre o assunto. Se quiseres deixa o teu comentário aqui


13 outubro 2015

Assim me sinto...


Porque este blog também é dos alunos, vamos dar a conhecer os seus textos, as suas críticas, os seus estados de espírito...


Neste início de ano letivo, as turmas do 5º ano vieram conhecer a Biblioteca Escolar com os seus professores de Português.
O Duarte Gomes, aluno do 5ºB, deixou-nos o seguinte testemunho:







05 outubro 2015

Mês Internacional da Biblioteca Escolar

Há já algum tempo que a IASL (International Association of School Librarianship) aponta o mês de outubro como o Mês Internacional da Biblioteca Escolar.





Pretende-se dar ênfase ao papel que as bibliotecas desempenham nas escolas para o desenvolvimento de competências da leitura, acesso à informação e produção de conhecimento.

Isto mesmo foi reconhecido pela UNESCO em 1999.
Manifesto da Biblioteca Escolar

A biblioteca escolar proporciona informação e ideias fundamentais para sermos bem sucedidos na sociedade actual, baseada na informação e no conhecimento. A biblioteca escolar desenvolve nos alunos competências para a aprendizagem ao longo da vida e estimula a imaginação, permitindo-lhes tornarem-se cidadãos responsáveis.
       
Federação Internacional  das Associações de Bibliotecários e Bibliotecas aprovado pela UNESCO em Novembro de 1999

O lema deste ano é The School Library Rocks que RBE (Rede de Bibliotecas Escolares) livremente traduziu para A Biblioteca Escolar é super!




Assim o comprovam as fotos que anexamos das bibliotecas do nosso Agrupamento.

Biblioteca da Escola sede

Biblioteca da Escola Básica das Devesas
Mas queremos mais!

Por isso lançamos o desafio de fazer uma frase poética que reflita a importância da biblioteca escolar na comunidade educativa.
A partir do dia 12 de outubro, todos os intervenientes da Biblioteca Escolar poderão participar no concurso "O lema da Biblioteca Escolar". O regulamento está afixado na BE e em vários locais da escola, mas também poderás perguntar aos teus professores.
Com as melhores frases faremos marcadores.
E mais...há prémios para os melhores participantes.



01 outubro 2015

ESCRITOR DO MÊS

 
OUTUBRO: SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
 
"Era no mês de Outubro, num sábado à tarde. Nos sábados à tarde Isabel não tinha aulas. Por isso, mal acabou o almoço, saiu para o jardim."(...) Isabel estendeu-se ao comprido no chão junto de um carvalho e começou a ler." 
in  A Floresta " de Sophia de Mello Breyner Andresen
 
É a nossa sugestão deste mês, depois da agitação do Verão e da azáfama do início das aulas: saiam para o jardim, levem um livro da Sophia de Mello Breyner Andresen debaixo do braço, estendam-se na relva e leiam...
 
 
 
 

Sophia de Mello Breyner nasceu a 6 de novembro de 1919 no Porto, onde passou a sua infância.
    Já em Lisboa, estudou Filologia Clássica na Universidade entre 1936 e 1939.
    Publicou pela primeira vez em 1940, nos Cadernos de Poesia.
    Casada com o advogado Francisco Sousa Tavares, foi mãe de cinco filhos, para quem criou as mais belas histórias que hoje todos conhecemos: A Menina do Mar, A Fada Oriana ou O Rapaz de Bronze, entre outros.
    Atenta ao mundo que a rodeava, Sophia teve desde cedo uma participação ativa na vida política portuguesa, primeiro na oposição ao Estado Novo, depois na Assembleia Constituinte, como deputada.
    Foi autora de catorze livros de poesia (publicados entre 1944 e 1997), escreveu conto, teatro, ensaio, contos para crianças e variados artigos. Foi também tradutora de Shakespeare, Dante ou Claudel, entre outros grandes escritores, e traduziu para o francês alguns poetas portugueses.
   Recebeu inúmeros prémios, entre os quais o Prémio Camões (1999) e o Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-Americana (2001).
  A sua obra, em que tanto fala do mar, do tempo, das coisas e dos seres, está traduzida em várias línguas.
  Sophia faleceu a 2 de julho de 2004, em Lisboa; o seu corpo foi trasladado para o Panteão Nacional dez anos após o seu falecimento.



Sabias que Sophia de Mello Breyner…?


·         … viveu na Granja e lá se inspirou para o conto A Menina do Mar.…?


·         …. viveu no local onde hoje podemos visitar o Jardim Botânico do Porto e lá se inspirou para o conto O Rapaz de Bronze …?


·         …. começou a contar aos filhos as histórias que hoje todos conhecemos quando eles estiveram doentes , com o sarampo …?
    

… é mãe do jornalista e escritor Miguel Sousa Tavares…?

 
OBRAS DA AUTORA   (existentes na nossa biblioteca)
 



A Menina do Mar

O Rapaz de Bronze

A Floresta

A Fada Oriana

A Noite de Natal

O Cavaleiro da Dinamarca

Saga

Contos Exemplares

O Colar (teatro)

O Bojador (teatro)

Os Três Reis do Oriente

4 Contos Dispersos

Histórias da Terra e do Mar

Os Ciganos (publicado postumamente, com a conclusão do seu neto Pedro Sousa Tavares)

Primeiro Livro de Poesia (coletânea da poesia portuguesa, coligida por Sophia)



 
 
E para os mais crescidos a poesia de Sophia como pura liberdade.
 
 
Liberdade
 
O poema é
A liberdade
 
 Um poema não se programa
 Porém a disciplina
— Sílaba por sílaba —
O acompanha
 
 Sílaba por sílaba
 O poema emerge
— Como se os deuses o dessem
 O fazemos
 
 Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"
 




30 setembro 2015

1 de Outubro - Dia Internacional da Música



"É com a música que fazem as suas declarações de amor o rouxinol e o grilo, o cisne e a águia."                                                                                            Paolo Mantegazza



http://murmuriosdamente.blogspot.pt/2011/04/o-amor-e-como-musica.html


Há melodias que nos ficam para sempre que nos trouxeram e trazem felicidade.... 


Pobre Velha Música!

Pobre velha música!
Não sei por que agrado,
Enche-se de lágrimas
Meu olhar parado.

Recordo outro ouvir-te,
Não sei se te ouvi
Nessa minha infância
Que me lembra em ti.

Com que ânsia tão raiva
Quero aquele outrora!
E eu era feliz? Não sei:
Fui-o outrora agora.

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro" 

História da Música em breves minutos. Clica, observa e ouve.















14 setembro 2015

Boas-vindas!


Mais um ano letivo começa! São os reencontros, as novas vivências e uma esperança latente que nos faz crer que desta vez é que vai ser.

A Biblioteca Escolar dá as boas-vindas a todos os alunos e espera que cada um deseje e alcance o fruto todo (sucesso pleno) e não se contente apenas com a metade.


 
Sísifo


http://www.escrevologoexisto.com
Recomeça...
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...

Miguel Torga


A todos os professores, a Biblioteca Escolar deseja um excelente ano de trabalho, na certeza que todos partilham da opinião de Sebastião da Gama que desejava essencialmente a felicidade dos seus alunos



 
"O que eu quero principalmente é que vivam felizes"

Não lhes disse talvez estas palavras, mas foi isto o que quis dizer. No sumário, pus assim: "Conversa amena com os rapazes". E pedi, mais que tudo, uma coisa que eu costumo pedir aos meus alunos: lealdade. Lealdade para comigo, e lealdade de cada um para cada outro. Lealdade que não se limita a não enganar o professor ou o companheiro: lealdade activa, que nos leva, por exemplo, a contar abertamente os nossos pontos fracos ou a rir só quando temos vontade (e então rir mesmo, porque não é lealdade deixar então de rir) ou a não ajudar falsamente o companheiro.

"Não sou, junto de vós, mais do que um camarada um bocadinho mais velho. Sei coisas que vocês não sabem, do mesmo modo que vocês sabem coisas que eu não sei ou já esqueci. Estou aqui para ensinar umas e aprender outras. Ensinar, não: falar delas. Aqui e no pátio e na rua e no vapor e no comboio e no jardim e onde quer que nos encontremos."

Não acabei sem lhes fazer notar que "a aula é nossa". Que a todos cabe o direito de falar, desde que fale um de cada vez e não corte a palavra ao que está com ela.

 

Sebastião da Gama, Diário