30 setembro 2015

1 de Outubro - Dia Internacional da Música



"É com a música que fazem as suas declarações de amor o rouxinol e o grilo, o cisne e a águia."                                                                                            Paolo Mantegazza



http://murmuriosdamente.blogspot.pt/2011/04/o-amor-e-como-musica.html


Há melodias que nos ficam para sempre que nos trouxeram e trazem felicidade.... 


Pobre Velha Música!

Pobre velha música!
Não sei por que agrado,
Enche-se de lágrimas
Meu olhar parado.

Recordo outro ouvir-te,
Não sei se te ouvi
Nessa minha infância
Que me lembra em ti.

Com que ânsia tão raiva
Quero aquele outrora!
E eu era feliz? Não sei:
Fui-o outrora agora.

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro" 

História da Música em breves minutos. Clica, observa e ouve.















14 setembro 2015

Boas-vindas!


Mais um ano letivo começa! São os reencontros, as novas vivências e uma esperança latente que nos faz crer que desta vez é que vai ser.

A Biblioteca Escolar dá as boas-vindas a todos os alunos e espera que cada um deseje e alcance o fruto todo (sucesso pleno) e não se contente apenas com a metade.


 
Sísifo


http://www.escrevologoexisto.com
Recomeça...
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças...

Miguel Torga


A todos os professores, a Biblioteca Escolar deseja um excelente ano de trabalho, na certeza que todos partilham da opinião de Sebastião da Gama que desejava essencialmente a felicidade dos seus alunos



 
"O que eu quero principalmente é que vivam felizes"

Não lhes disse talvez estas palavras, mas foi isto o que quis dizer. No sumário, pus assim: "Conversa amena com os rapazes". E pedi, mais que tudo, uma coisa que eu costumo pedir aos meus alunos: lealdade. Lealdade para comigo, e lealdade de cada um para cada outro. Lealdade que não se limita a não enganar o professor ou o companheiro: lealdade activa, que nos leva, por exemplo, a contar abertamente os nossos pontos fracos ou a rir só quando temos vontade (e então rir mesmo, porque não é lealdade deixar então de rir) ou a não ajudar falsamente o companheiro.

"Não sou, junto de vós, mais do que um camarada um bocadinho mais velho. Sei coisas que vocês não sabem, do mesmo modo que vocês sabem coisas que eu não sei ou já esqueci. Estou aqui para ensinar umas e aprender outras. Ensinar, não: falar delas. Aqui e no pátio e na rua e no vapor e no comboio e no jardim e onde quer que nos encontremos."

Não acabei sem lhes fazer notar que "a aula é nossa". Que a todos cabe o direito de falar, desde que fale um de cada vez e não corte a palavra ao que está com ela.

 

Sebastião da Gama, Diário


26 maio 2015

Concurso de Poesia Interescolas de Gaia

Uma vez mais o nosso agrupamento brilhou no Concurso de Poesia Interescolas de Gaia. Na edição deste ano  obtivemos dois  primeiros prémios e uma menção honrosa. Partilhamos o livro digital onde é possível ler os poemas premiados (págs.14,19 e 43)

08 maio 2015

O ESCRITOR DO MÊS

MAIO: ANTÓNIO MOTA


António Mota nasceu em 16 de julho de 1957, em Ovil, concelho de Baião.
Após uma infância difícil em que tinha de estudar e ajudar em casa, formou-se como professor do 1º ciclo, atividade que lhe proporcionou muitas e variadas experiências junto dos mais novos leitores.
Atualmente, António Mota é mais conhecido como autor de literatura-juvenil, o que o tem levado a inúmeras escolas e bibliotecas pelo país fora. Com estes encontros, tem contribuído para que as crianças e os jovens ganhem “o bichinho” pela leitura.
Em 1979, escreveu o seu primeiro livro, ”A Aldeia das Flores”. Mas este escritor já escrevia desde muito novinho: ele tinha uns “caderninhos” que ainda guarda, onde ia escrevendo o que lhe passava pela cabeça.
Ao longo da sua vida, foi recebendo vários prémios: o Prémio da Associação Portuguesa de Escritores (1983), para o livro “Rapaz de Louredo”, o prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças (1990), para o livro, “Pedro Alecrim”, o Prémio António Botto (1986), para “A Casa das Bengalas”, e também o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para crianças e jovens (2006, categoria Livro Ilustrado), para o seu livro “Se eu fosse muito magrinho”.

Os seus livros têm sido muito recomendados para o Plano Nacional de Leitura.

Obras de António Mota existentes na nossa biblioteca:

Terra do anjo azul,1994
Pedro Alecrim (Infanto-juvenil), 1988 ; 2003
Abada de histórias, 1989 ; 2002
Cortei as tranças , 1990 ; 2004
O lobisomem,1994 ; 1998
A casa das bengalas , 1995 ; 2002
Os heróis do 6º F, 1996
Sonhos de Natal,1997 ; 2003
Se eu fosse muito alto, 1999 ; 2002
Filhos de Montepó, 2003
Se eu fosse muito magrinho, 2004
O livro das adivinhas, 2005
Ninguém perguntou por mim, 2008


 Sabias que António Mota…?
·         … esperava ansiosamente a carrinha da Biblioteca Itinerante da Gulbenkian quando era criança e não havia biliotecas perto do sítio onde morava…?
·         .…começou a dar aulas na escola onde foi aluno…?
·         … aprendeu com o pai o ofício de tamanqueiro…?

Para saberes mais, deixamos-te aqui algumas perguntas e respostas publicadas na revista Visão Júnior, em 2011:


http://visao.sapo.pt/antonio-mota-as-respostas-do-escritor=f596461


Em época de revermos a vivências de antes e depois da revolução do 25 de abril, destacamos um pequeno trecho de A Terra do anjo azul que nos revela alguns aspetos da escola de há alguns anos atrás. 

Lousa e ponteiro
“Pernas Tortas desatou a depenicar as pontas tenras dos tojeiros, das giestas e das urzes, e eu sentei-me sobre um penedo, tirei os livros, o caderno, o lápis, a lousa e o ponteiro de ardósia com a ponta bem afiada e iniciei a feitura dos deveres de casa que a dona Sara tinha marcado.
Comecei a sofrer com uma conta de dividir, com imensos algarismos, com vírgulas no dividendo e no divisor que enchiam a lousa. Quem inventou as contas de dividir devia penar mil anos no inferno, pensava eu, cada vez mais aflito, cada vez mais impotente para resolver aquela operação.
Depois de muitas vezes apagar a lousa com cuspo e depois com a travesseirinha de pano que  minha irmã Otília me tinha arranjado, lá consegui ficar de bem com a conta e, com um suspiro fundo, apressei-me e copiá-la para o meu caderno.
Dona Sara crivava-nos de deveres de casa. Depois da conta ainda tive de fazer uma cópia do livro e uma redacção sobre um animal doméstico à nossa escolha.
Eu escrevi umas linhas sobre a cabra."
                                                
                                     In A terra do anjo azul de António Mota, Edinter Jovem, 1996, p. 37

Esta descrição da realização dos trabalhos de casa enquanto tomava conta da cabra Pernas Tortas  tem com certeza muito de autobiográfico. Não será ousado pensar que a escola  de Henrique em  A terra do anjo azul muito se assemelha à que próprio António Mota terá frequentado  na sua aldeia.

24 abril 2015

A Liberdade está a passar por aqui...



Un œillet rouge

À fleuri au Portugal

In Portugal de Chico Buarque / Georges Moustaki ·


A alegria da revolução de abril inundou Portugal, atravessou fronteiras  e encheu de alento aqueles que ansiavam por liberdade.Clica nas hiperligações  e acompanha as baladas de Georges Moustaki e
Chico Buarque

                                 https://www.youtube.com/watch?v=TNz34UTfgt8


TANTO MAR

Sei que está em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim

Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor no teu jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, que é preciso, pá
Navegar, navegar

Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim
 Tanto Mar de Chico Buarque

                                    https://www.youtube.com/watch?v=uukuDGWAt7w


Dia Mundial do Livro



A importância do Livro nas palavras dos autores:


As palavras dos livros podem ser tão escuras como a noite. 

Mas acendem o mundo na direcção do nosso olhar.



Manuel Hermínio Monteiro, editor



"...e lança um olhar num livro que amas.
Começa assim um dia belo e útil."

Bertold Brecht, escritor alemão



Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas.
Os livros só mudam as pessoas.


Mário Quintana, poeta brasileiro


"Um livro tem que ser um machado para o mar congelado dentro de nós.
A literatura só é digna desse nome quando descongela o sangue de quem lê."

Franz Kafka, escritor alemão



Não há melhor fragata do que um livro para nos levar a terras distantes.

Emily Dickinson, poetisa inglesa




O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive.

Padre António Vieira 


O livro é a grande memória dos séculos... se os livros desaparecessem, desapareceria a história e, seguramente, o homem.

Jorge Luis Borges, escritor argentino    



O livro é um mestre que fala mas que não responde.

Platão, filósofo e matemático grego da antiguidade    



A leitura engrandece a alma.

Voltaire, escritor e filósofo francês 



Eu não posso viver sem livros.

Thomas Jefferson, antigo presidente dos E.U.A.



Livro
um amigo
para falar comigo

um navio
para viajar

um jardim
para brincar

uma escola
para levar
debaixo do braço.

Livro
um abraço
para além do tempo
e do espaço.


Luísa Ducla Soares, poetisa portuguesa da atualidade




   








19 abril 2015

QUARTAS D’ESCRITA


Não há um dia especial para escrever. Todos os dias são bons, mas às quartas-feiras um grupo de alunos encontra-se para escrever e ficam muitas vezes surpreendidos com as frases fantásticas que saem dos seus lápis e se derramam na folha branca.
Eis alguns exemplos

Palavra puxa palavra

Detesto ver cenas violência,
Violência é o que eu vejo cada dia,
Dia a dia vou aos meus treinos de basquetebol,
Basquetebol é um desporto não violento,
Violentos são alguns jogos de computador,
Computador é um objeto útil,
Útil, mas e preciso saber usar.

                           André Grishchenko, 6ºB


O meu animal favorito é o golfinho
Golfinho é um animal fofinho
Fofinho é o cão do meu vizinho
Vizinho e meu amigo
Amigo André.
André não bebe café
Café curto, normal ou cheio
Cheio é mais suave.
Suave é a pele da minha tia
Tia Ilona, que é um nome russo
Russo , que palavra  estranha
estranha porque soa mal
Mal posso esperar por outra palavra…

                    Alberto Vladimir Geriante,  6º B

Acrósticos 




A CUCA e a PUCA, as  cadelas

Confio em ti …
Uso-te (como almofada) muitas vezes.
Conto-te histórias todos os dias.
Adoro-te.
  
                                               Beatriz Pinto, 5ºA



Penso em ti como fosses minha irmã.
Uso-te para para brincar às escondidas.
Conheço-te desde bebé.
Adoro-te no fundo do coração.

                                              Gabriela Araújo 5ºA 


Da imagem ao texto…


Uma vez, numa terra muito distante, vivia uma menina chamada Mariana que tinha os cabelos loiros, os olhos castanhos, lábios finos e alguns sinais. Um dia chegou à escola um rapaz chamado Paulo que tinha o cabelo castanho e olhos azuis Usava uns óculos redondos pousados no nariz pequeno. Na hora do intervalo viu aquela menina muito bonita, a Mariana, e ficou apaixonado por ela. Chegou o dia dos namorados e o Paulo deu-lhe flores e um cão. Ela adorou.
Sorriram todos com alegria. Roberto e a Joana, seus amigos, beijaram-se.
Acabaram a comer tantos doces que ficaram um pouco gordos.
O Paulo e a Mariana casaram-se mais tarde…
                 
                                                                                               Beatriz Pinto, 5º A


Se eu fosse…seria…

Se eu fosse um fruto, seria uma maçã porque é dura e pode comer-se com casca.
Se eu fosse uma planta, seria uma orquídea, pois é bonita e dura muito tempo.
Se eu fosse um animal, seria um hamster, porque passava o dia a comer e a dormir.
Se eu fosse um meio de transporte, seria um helicóptero, pois levaria as pessoas a voar e a passear pelas nuvens.
Se eu fosse um país, seria Inglaterra, porque tem museus fantásticos e os meus ídolos moram lá.   
                                                                                                               Inês Teixeira, 6ºB 


Se eu fosse um fruto, seria um ananás porque teria uma coroa
Se eu fosse um animal, seria um  leão porque  assim não seria presa para outros animais,
Se eu fosse um meio de transporte, seria um avião para encontrar bombas de gasolina nas nuvens.
Se eu fosse um país, seria Itália  para andar de botas nas águas de Veneza.


                                                                                             Pedro Garcia, 6ºB


Sabem o que é engraçado?
Ver um homem espantado.

Sabem o que é bem maluco?

Um homem a beijar um Nenuco!
João Pomar, 5ºC


Sabem o que é nojento?
Comer um pão bolorento.

Sabem o que é engraçado?
Um palhaço a cair do telhado.
Manuel Calejo, 5ºC

Sabem o que é divertido?
É encontrar um Cupido.

Sabem o que é tão bom como tosta?
É a minha amiga Carolina Costa.

Sabem o que é musical?

Uma banda instrumental.
Cristina Barbosa, 6ºB

Sabem o que é espetacular?
às quartas, quando vamos rimar!

Sabem o que é divertido?
Aquele meu grande vestido.
Carolina Costa, 6ºB



 Larissa Pilastri, 6ºB
 Manuel Calejo, 5ºC
 Carolina Costa, 6ºB

Cristina Barbosa, 6ºB



Não há  fórmulas mágicas. O que importa é começar... 


"Eu não tenho um método. Tudo o que eu faço é ler muito, pensar muito, e reescrever constantemente. Não é uma coisa científica."
                                                Gabriel Garcia Márquez