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06 maio 2019

Personalidade do mês - maio

Neil Armstrong / Edwin "Buzz" Aldrin / Michael Collins



Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade” ("That's one small step for man, one giant leap for mankind”). Ao proferir essas palavras, ao pisar o solo lunar, em 20 de julho de 1969, o astronauta americano Neil Armstrong tornou-se o primeiro ser humano a caminhar sobre a Lua, seguido pelo astronauta Edwin "Buzz" Aldrin, seu companheiro de missão, enquanto o terceiro astronauta, Michael Collins, ficava aos comandos da nave. Em todo o mundo, cerca de um bilião de pessoas assistiram à transmissão televisiva, testemunhando o que viria a ser uma das maiores conquistas tecnológicas de todos os tempos e um marco do progresso científico da humanidade."

Mas quem eram estes corajosos pioneiros?

Neil Armstrong nasceu em 1930 no estado do Ohio. Fascinado por aviões desde criança, formou-se em Engenharia Aeroespacial. Foi astronauta da agência espacial norte-americana (NASA), professor universitário, e piloto de aviação, tendo servido na Marinha dos Estados Unidos durante a guerra da Coreia. Entrou para a NASA em 1962 e a sua primeira missão espacial foi na Gemini VIII, em 1966, como comandante, tornando-se o primeiro civil dos Estados Unidos a voar no espaço.
A segunda e última missão espacial foi na Apollo XI, que também comandou, aos 38 anos, alunando a 20 de julho de 1969, acompanhado por Buzz Aldrin, enquanto o astronauta Michael Collins permaneceu em órbita a comandar o módulo principal da nave.
Armstrong e os outros dois astronautas da missão foram galardoados com a Medalha de Honra da Presidência dos Estados Unidos, mas só depois de terem ficado de quarentena durante três semanas!
Mais tarde deixou a NASA para se tornar professor de engenharia na Universidade de Cincinnati.
Faleceu aos 82 anos, em 2012.

Buzz Aldrin também nasceu em 1930, em New Jersey. Formou-se na Academia Militar de West Pint e tornou-se piloto, tendo combatido na Guerra da Coreia, nos anos cinquenta. Em 1963 foi selecionado pela NASA para uma missão espacial e em 1969 entrou para a história com Neil Armstrong e Michael Collins, a bordo da Apollo XI.
Mais tarde, trabalhou na área da tecnologia espacial e dedicou-se também à escrita, com livros de ficção científica, livros para crianças e também de memórias.
Criou uma fundação, “ShareSpace Foundation”, que promove e educação na área espacial.
Tem atualmente 89 anos.

Michael Collins nasceu em 31 de outubro de 1930, em Roma, Itália, onde o seu pai, o major-general do Exército dos Estados Unidos, James Lawton Collins, se encontrava. Quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial, a família mudou-se para Washington, D.C., onde Collins frequentou a St. Albans School. Entretanto entrou para a Academia Militar de West Point, em Nova York, e em 1952 formou-se em Ciências. 
Collins foi piloto da Força Aérea e em 1963 foi escolhido pela NASA para ser astronauta. O seu primeiro voo espacial foi a bordo do Gemini 10, em 1966, e em 1969 voou novamente na Apollo 11 na primeira missão lunar.

Fonte: https://economictimes.indiatimes.com/news/science/remembering-neil-armstrong-and-co-the-first-manned-mission-to-the-moon/articleshow/59714718.cms?from=mdr
  

 
 

06 março 2019

Personalidade do mês - março

Calouste Gulbenkian
(1869-1955)

Calouste Sarkis Gulbenkian foi um homem de negócios, colecionador de arte e filantropo, com uma fortíssima ligação ao nosso país.
Esta grande figura da cultura mundial, nasceu numa família de abastados comerciantes arménios de Istambul (Turquia).
O seu pai, tal como os antepassados importava petróleo da Rússia e, por esse motivo, o filho estudou em França e no Reino Unido, onde obteve o diploma de engenharia do petróleo, para poder dar continuidade ao negócio familiar. Mas desde muito cedo Calouste se interessou pela cultura e pelas artes. Aos 22 anos escreveu um livro sobre as suas impressões de viagem aos campos petrolíferos e colaborou com várias publicações francesas, o que lhe deu grande reputação como especialista em petróleo.
O grande sucesso nos negócios permitiu a este grande empresário ir acumulando obras de arte, que era a sua paixão.
Por altura da Segunda Guerra Mundial decidiu procurar abrigo em Portugal, para onde se mudou, juntamente com a mulher, a secretária e um genro. Viveu no Hotel Aviz, em Lisboa, durante 13 anos, até à sua morte, que aconteceu em 1955.
Calouste Gulbenkian gostou muito do nosso país por ser calmo, e ter uma localização estratégica muito boa para os seus negócios. E de tal modo assim foi, que deixou em testamento a vontade de aqui nascer, e ter a sua sede, uma Fundação com o seu nome, para que a sua importante e variada coleção de arte pudesse ser partilhada com a Humanidade.
Em 1969 abria portas a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, que tem sido uma grande impulsionadora da cultura e da arte em Portugal e tem feito imenso pela leitura e pelas bibliotecas do nosso país.
Numa época em que a maior parte da população portuguesa era analfabeta, em que o interior não tinha acesso à cultura e em que a distância entre as várias localidades era quase intransponível, o papel da “Bibliotecas Itinerantes” da Gulbenkian foi crucial. Que o digam alguns dos nossos escritores e homens da cultura em Portugal, como António Mota, por exemplo:
“Os primeiros livros que li fui buscá-los à carrinha da Biblioteca Itinerante da Gulbenkian, que passava todos os meses ao cimo de Vilarelho, perto da residência paroquial."
(https://www.nonio.uminho.pt/netescrita/autores/amota.html)
Além disso, esta instituição tem atribuído importantes prémios literários na área da literatura infanto-juvenil: o famoso Grande Prémio de Literatura Infantil Calouste Gulbenkian e, mais recentemente, o Prémio Branquinho da Fonseca, que pretende incentivar o aparecimento de jovens escritores.



04 fevereiro 2019

Personalidade do mês - fevereiro

Jules Verne
(1828 - 1905)


Jules Verne, o grande escritor francês conhecido entre nós como Júlio Verne, nasceu perto da cidade de Nantes a 8 de fevereiro de 1828 (faz este mês 191 anos) e faleceu em 1905, na cidade de Amiens. A sua família era dada às letras e o seu pai, advogado, teve esperança de ver o filho seguir-lhe as pisadas. Mas Jules apreciava mais a agradável vida parisiense do que o estudo de Direito na Faculdade.
Este escritor ficou famoso sobretudo pelos seus romances de aventuras que celebravam o progresso científico do século XIX e, à data, eram uma espécie de obras de ficção científica. Nos seus livros falava de máquinas submarinas e da possibilidade de os homens irem à Lua, por exemplo.
Jules Verne escrevia também peças de teatro, poesia, estudos científicos e até canções, mas foi com a obra Cinco Semanas em Balão, publicada em 1863, que começou a ser conhecido e apreciado, tanto no seu país como no estrangeiro. Depois desse, escreveria muitos outros livros de aventuras, muitos deles famosos em todo o mundo e adaptados ao cinema, ao cinema de animação e à BD. Quem nunca ouviu falar das obras A Volta ao Mundo em 80 dias, As vinte mil léguas submarinas ou Da Terra à Lua? São mais de 50 títulos, a maior parte dos quais famosos.
Na parte final da sua vida, o escritor fixou-se na pacata cidade de Amiens, no norte de França, onde foi eleito para o Conselho Municipal e continuou a escrever até à morte, em 1905.

Jules Verne é um dos escritores mais traduzidos e o escritor francês mais traduzido em todo o mundo.
O ano de 2005 foi celebrado como “Ano Jules Verne” em França, para comemorar os cem anos do seu falecimento.


 
 Sabias que...

… Jules Verne viu pela primeira vez o mar aos 12 anos de idade e desde aí sentiu sempre uma enorme atração pelas ilhas, os portos e os barcos?
… 33 obras deste autor foram levadas ao cinema?

… o primeiro filme inspirado num livro seu foi “Viagem à Lua”, realizado em 1902?

07 janeiro 2019

Personalidade do mês - janeiro



Mestre Teixeira Lopes (antigo patrono da nossa escola-sede)
(1866-1942)

António Teixeira Lopes nasceu em Vila Nova de Gaia, a 27 de outubro de 1866, numa casa simples próxima da Fábrica da Cerâmica das Devesas. Era filho do escultor e ceramista José Joaquim Teixeira Lopes e de Raquel Pereira Meireles Teixeira Lopes, ambos naturais de Trás-os-Montes.
Os seus primeiros passos na aprendizagem da arte de esculpir foram dados na oficina de seu pai. Na adolescência começou a trabalhar com ele na Fábrica de Cerâmica das Devesas, em Gaia, sendo esse o seu primeiro trabalho onde realizava tarefas simples. 
Em 1881, visitou com o pai uma exposição coletiva do centro artístico do Porto, no Palácio de Cristal, e foi aí que ele descobriu a sua verdadeira paixão e vocação, quando viu uma escultura de Soares dos Reis com o nome Flor Agreste. Começou a estudar na Universidade de Belas Artes no Porto. Teve como professores grandes mestres da Arte, de desenho foi Marques d´Oliveira e de escultura Soares dos Reis.
Licenciou-se com uma classificação de dezassete valores, concorrendo assim ao pensionato em Paris, em 1885, mas perdeu o concurso.
Apesar disso, mais tarde foi mesmo para Paris, onde estudou com grandes nomes da arte internacional na altura. Foi o melhor do seu curso.
Acabando as aprendizagens em Paris, veio passar férias em Portugal onde iniciou o busto de Teresinha, filha de António José da Silva, comerciante de vinho do porto, sendo esta a sua primeira obra no país natal.
Infância de Caim (1890, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto). 
Regressou a Paris, e aí montou um ateliê onde desenvolveu as suas esculturas, com as quais participou em vários concursos e recebeu muitos prémios e condecorações.
Teixeira Lopes exibiu as suas obras em diversas exposições no seu país e no estrangeiro, Brasil (Rio de Janeiro), nos Estados Unidos da América (San Francisco), na Alemanha (Berlim) e em França (Paris) onde recebeu medalhas com algumas das obras mais relevantes.
Em 1893 o escultor casou com Adelaide Fontes, mas este matrimónio durou muito pouco. Mais tarde teve uma relação mais duradoura e feliz com Aura, a sua principal modelo. 
Foi aluno e mais tarde professor da Universidade de Belas Artes no Porto, bem como presidente da Sociedade de Belas Artes do Porto.          
Durante toda a sua vida Teixeira Lopes teve o privilégio de conviver e até de ter alguma amizade com as mais importantes pessoas ligadas à arte, letras e política, nomeadamente a família real.
O escultor conseguiu fama nacional e internacional, desde do público em geral, até a figuras de grande importância: todos o admiravam e respeitavam.
Quando se sentiu doente, Teixeira Lopes deslocou-se para a terra dos seus pais e aí morreu com 76 anos, no dia vinte e dois de junho de 1942.
O Escultor está sepultado na capela-jazigo no cemitério da família.
Teixeira Lopes foi um dos maiores escultores portugueses de sempre, tendo deixado as suas obras espalhadas por todo o mundo. Originais e réplicas são constantemente leiloadas em território nacional e internacional.
A Casa-Museu Teixeira Lopes pode e deve ser visitada por todos quantos se interessam pela obra do escultor e pelo património que legou à nossa cidade.

Retrato de Teixeira Lopes no seu atelier em Paris, por Veloso Salgado










Casa-Museu Teixeira Lopes, Vila Nova de Gaia









Casa-Museu Teixeira Lopes, Vila Nova de Gaia




Túmulo destinado a Almeida Garrett, Casa Museu Teixeira Lopes

Trabalho da aluna Ana Fulé Pereira, 6ºC (adaptado)
Imagens recolhidas pela mesma aluna em:

03 dezembro 2018

Personalidades do mês - dezembro


ANA DE CASTRO OSÓRIO
(1872-1935)


Ana de Castro Osório nasceu em Mangualde em 1872, numa família culta. O seu pai e o irmão eram homens de letras e fizeram carreira na magistratura. Ana viveu em Setúbal e lá começou a publicar os seus primeiros artigos. Aos vinte e seis anos casou com Paulino Oliveira, membro do Partido Republicano, e colaborou com Afonso Costa, ministro da justiça, na elaboração da Lei do Divórcio.

Ana, que foi escritora, jornalista, ativista e pedagoga, é ainda considerada a “criadora” da literatura infantil em Portugal, tendo realizado uma enorme recolha dos contos da tradição oral do país, e publicado inúmeros volumes de histórias para crianças, além de ter traduzido e publicado os contos dos irmãos Grimm e muitos outros autores estrangeiros de literatura para crianças. Criou ainda manuais escolares para o 1º ciclo.
Mas foi como pioneira na luta pela igualdade entre homem e mulher e como sufragista[1] que se tornou mais conhecida. Foi uma das fundadoras do Grupo Português de Estudos Feministas e da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, entre outras associações de defesa dos direitos das mulheres. Publicou, em 1905, Às Mulheres Portuguesas, o primeiro manifesto feminista português. Pertenceu à maçonaria e foi subinspetora dos Trabalhos Técnicos Femininos.
Esta grande portuguesa, uma mulher muito à frente do seu tempo, morreu em Lisboa em 18 de junho de 1935.
Recebeu, entre outras condecorações, a Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (1919) e a Ordem Civil do Mérito Agrícola e Industrial (1931).



[1] Sufragistas eram as mulheres que lutavam pelo direito ao voto, numa época em que apenas os homens podiam votar.

Nelson Mandela

(1918 - 2013)




Nascido numa família da nobreza tribal, Nelson Rolihlahla Mandela era filho de um chefe do clã dos Madiba. Órfão de pai aos nove anos, Mandela é enviado para a escola. Após a conclusão dos estudos secundários, ingressa na faculdade de Direito.
Logo no primeiro ano do seu curso, começou a sua luta contra o regime do apartheid, regime que segregava os negros, a quem não era reconhecida a maioria dos direitos políticos, económicos e sociais. Líder de um movimento estudantil que militava contra as políticas segregacionistas, foi expulso da universidade e terminou o curso de Direito por correspondência.
Aos 24 anos uniu-se ao Congresso Nacional Africano (CNA) onde se foi tornando cada vez mais ativo na luta contra o apartheid.
Como a polícia segregava e abria fogo sobre os manifestantes negros, o CNA passa ao combate armado e Mandela torna-se comandante, promovendo campanhas de sabotagem contra alvos governamentais e militares. É preso e condenado a cinco anos de prisão. Evade-se, mas é novamente preso e condenado, desta vez, a prisão perpétua.
Na prisão, onde fica durante vinte e sete anos confinado a uma minúscula cela, a 46664, Nelson Mandela vai tornar-se um símbolo universal da luta contra o apartheid. Várias campanhas internacionais tentam conseguir a sua libertação, o que só vem a acontecer em 1990, por ordem do então presidente da África do Sul, Frederik de Klerk, que viria a ganhar, a meias com Mandela, o Prémio Nobel da Paz, em 1993.
Em 1991 Mandela é eleito presidente do CNA. Em 1994 torna-se o primeiro presidente negro da África do Sul. Muito importante é a sua ação no sentido de que o povo sul-africano se entenda, sem que haja vinganças ou represálias.
Quando terminou o seu mandato presidencial, Nelson Mandela dedicou-se a causas sociais e de defesa dos Direitos Humanos.
Reconhecido internacionalmente, foi recebendo inúmeras condecorações um pouco por todo o lado, do Reino Unido aos Estados Unidos, passando pela Índia e o Canadá.
A ONU instituiu, a partir de 2010, o dia 18 de Julho de cada ano como o Dia Internacional Nelson Mandela (dia do seu nascimento), como forma de valorizar em todo o mundo a luta pela liberdade, pela justiça e pela democracia.
Faleceu aos noventa e cinco anos, em 2013.
São suas estas sábias palavras: «Sonho com o dia em que todas as pessoas levantar-se--ão e compreenderão que foram feitas para viverem como irmãos».



16 novembro 2018

Já sei ler códigos QR!

"Já ser lei códigos QR!"É o que poderão dizer os alunos do 2.º ano. Com os tablets acederam à aplicação para decifar a pergunta sobre a personlidade do mês, Frida Kahlo.




Responderam às perguntas pesquisando a informação no cartaz.

No fim receberam um emblema de participação.



Dia do patrono


As  crianças do pré-escolar das Devesas  e os alunos do 2.ºano participaram ativamente na atividade da biblioteca,  no dia do patrono. O tema foi Frida Kahlo, a personalidade do mês de outubro.





Todos leram e observaram o cartaz sobre esta importante pintora mexicana. Depois pintaram os desenhos " ao estilo" de Frida .



Os mais pequeninos decoraram  os vestidos de Frida.










08 novembro 2018

Personalidades do mês - Passatempo

Participa no passatempo relacionado com as personalidades que destacamos este mês - Eleanor Roosevelt e Mahatma Gandhi, conhecendo, assim, duas figuras muito importantes na luta pelos Direitos Humanos.
  Descarrega a app QR code Reader para o teu smartphone, lê os códigos QR que se seguem e entrega as tuas respostas na biblioteca. Se não tens smartphone, vai à biblioteca e requisita um tablet.





Personalidades do mês - novembro


ELEANOR ROOSEVELT
(1884-1962)

Eleanor Roosevelt nasceu em Nova Iorque, no seio de uma família privilegiada. Era sobrinha do presidente Theodore Roosevelt e, em 1905, casou com um primo afastado que também viria a ser presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt.
Apesar disso, a sua vida nem sempre foi fácil: perdeu a mãe aos oito anos e o pai aos dez, após o que foi morar com uma avó e, aos quinze anos, foi estudar para um colégio interno, em Inglaterra.
Desde nova interessou-se pela vida política do seu país e pelo serviço público, sempre atenta às classes mais desfavorecidas e às minorias. Envolveu-se intensamente nas questões dos Direitos Humanos e da justiça social. Durante a Segunda Guerra Mundial visitou soldados americanos por todo o mundo e, sempre atenta às injustiças, lutou contra a discriminação racial no exército.
Como Primeira-Dama, o seu envolvimento nestas causas intensificou-se e, em 1946, foi nomeada como delegada às Nações Unidas pelo Presidente Harry Truman, presidente após a morte de Franklin D. Roosevelt em 1945.
Como líder da Comissão dos Direitos Humanos, Eleanor foi decisiva na formulação da Declaração Universal dos Direitos do Homem que apresentou à Assembleia Geral das Nações Unidas, tendo sido denominada “Primeira-Dama do Mundo” pelo presidente Truman, pelas suas realizações humanitárias ao longo de toda a sua vida.
Esta grande senhora trabalhou até ao final da vida para conseguir a aceitação e implementação dos direitos estabelecidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, tão importante para todos nós.

MAHATMA GANDHI
(1869-1948)

Mohandas Karamchand  Gandhi, nasceu em 1869, numa cidade do litoral da Índia chamada Porbandar, numa época em que a Índia pertencia à coroa inglesa. A sua família era abastada, pelo que foi estudar para Inglaterra onde se formou em Direito.
Como já estava casado e era pai de filhos (teve quatro), foi trabalhar como advogado para a África do Sul até 1914. Nessa época começou a lutar pelos direitos dos hindus, sempre como Pacifista. Regressou à Índia quando tinha 45 anos e foi recebido como um herói, porque lutava sempre pelos mais pobres, os camponeses e os operários.
Em 1922 organizou uma greve geral, tendo sido preso pelo governo britânico. Seria a primeira de uma longa série de passagens pelas prisões do governo de Sua Majestade!
Mas isso não demoveu Gandhi, que continuou a lutar pela independência da Índia, sempre de forma pacífica, mesmo quando estava doente e cansado. Gandhi seguia o princípio da não-violência e da desobediência civil, ou seja, a resistência pacífica aos dominadores: recorria a jejuns, greves e marchas. Estimulava o não pagamento dos impostos, defendia o boicote aos produtos britânicos, e por isso usava roupas indianas tradicionais.
Quando a independência da Índia foi proclamada, em 1947, ficou muito feliz, apesar de, dentro do próprio país, haver graves desentendimentos entre hindus e muçulmanos, que tinham diferenças históricas e projetos políticos distintos, o que fez com que o território tivesse sido dividido em dois países soberanos, a Índia e o Paquistão. Gandhi aceitou a divisão do território e atraiu o ódio dos nacionalistas.
Um ano após a conquista da independência, Gandhi foi morto a tiro por um hindu rebelde, quando se encontrava em Nova Déli, capital indiana, no dia 30 de janeiro de 1948.
No entanto, será sempre lembrado como um grande lutador pela causa da Paz!


08 outubro 2018

Personalidade do mês - outubro

                                        FRIDA KAHLO



Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon, mais conhecida como Frida Kahlo,  foi uma personagem importante da política e cultura mexicanas do século XX. Considerada feminista por ter quebrado diversos tabus da sua época, foi filiada no Partido Comunista Mexicano e lutou pelos direitos dos trabalhadores. No entanto, foi sobretudo na pintura que se destacou.
Frida Kahlo nasceu em 06 de julho de 1907 na cidade de Coyoacan, no México, e sempre procurou exaltar a identidade nacional do seu país tanto através da sua pintura, adotando temas do folclore e da arte popular, como através dos trajes, adereços e cores que usava.
Autorretrato com Colar de Espinhos e Beija-flor' (1944)

Frida Kahlo teve uma vida muito difícil, repleta de aflições e traumas físicos e psicológicos que se refletiu na sua pintura.
Considerada por alguns críticos uma pintora surrealista, Frida declarou um dia: “Pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade.”
O veado ferido (1946) 

Frida realizou a sua primeira exposição individual em 1939, em Nova York, foi a primeira artista mexicana a ter obras expostas no Museu do Louvre, em Paris, cidade onde conheceu artistas famosos como Pablo Picasso e
ganhou o Prémio Nacional de Pintura concedido pelo Ministério da Cultura do México pela sua obra Moisés. 

Moisés o Núcleo solar (1945)
Em 2002, foi lançado o filme Frida, o qual recebeu dois Óscares.
Atualmente, as suas obras são expostas em muitos museus do mundo. Em Portugal, podes visitar, até 4 de novembro, uma exposição fotográfica sobre esta pintora mexicana famosa no Centro Português de Fotografia, no Porto.

As duas Fridas (1939)
Para conheceres melhor Frida Kahlo, visita:


Fontes: